quinta-feira, 3 de julho de 2014

Portas e janelas do abandono

 
Casa Ipiranga - Paraná
Olá, gente boa!
Olhem só isso: selecionei algumas imagens que juntas formam um interessante conjunto. São imagens de aberturas e vãos - portas e janelas - que revelam o que há por dentro e por fora do abandonado, em lugares que visitei. Texturas envelhecidas pelo tempo em tristes paisagens. O abandonado transmite uma paz melancólica que remete ao passado, às vivências e pessoas que lá estiveram.Visitar um lugar assim é olhar através desses portais e ver o que passou - muito mais que ver, sentir.

 Parque 3 meninas - Distrito Federal

 Ruínas da Fábrica Pirelli - Pará

 Casa Ipiranga - Paraná

 Janela de um barco abandonado - Pará

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Aviões abandonados pelo mundo

Postagem atualizada em 26 de junho de 2014.


Olá, gente boa!
Trouxe duas coisas aqui fantásticas. primeiro é um avião muito grande e diferente, e que parece uma nave espacial. Não sei a procedência, no perfil do usuário há nenhuma informação sobre o lugar. Nada! Mas vale muito a pena ver; segundo é um cemitério de aviões na África que é ainda muito usado, só que pelas crianças locais. Tudo virou um imenso playground. Vamos começar por ele.

Cemitério de aviões/playground - República do Congo
Em 2002, o vulcão Nyiragongo, localizado no monte de mesmo nome, entrou em erupção depois de meses de atividades. Suas lavas - além de chegarem até um lago - atingiram o Aeroporto Internacional de Goma, bloqueando os aviões que lá estavam. Resultado: um cemitério de aviões - e de aviões grandes. Depois de terem tudo em seus interiores retirado, as carcaças descansam ainda no mesmo local. Somente as crianças ainda frequentam o local. Na intenção de travarem brincadeiras e jogos. Fico imaginando a imaginação dessas crianças e suas fantasias durante suas aventuras nesse lugar. De repente voltei à minha infância...

 



domingo, 22 de junho de 2014

Barcos abandonados pelo mundo.


Postagem atualizada em 22 de junho de 2014.

Olá, gente boa!
Quero agradecer aos meus leitores, os quais sempre me dão dicas maravilhosas sobre lugares abandonados e esquecidos. Um delas é essa: o maior desmanche de navios já visto. Diferente de Nouadhibou, na Mauritânia - onde os navios apenas jazem - em Alang eles são desmanchados.

Praia de Alang - Índia
Alang é uma vila no distrito de Bhavnagar, no estado indiano de Gujarat. Nas últimas três décadas, as suas praias têm se tornado um importante centro mundial para o desmanche de navios. Navios de toda parte do mundo são levados para lá. Um imenso ferro velho de navios que vem causando preocupações quanto aos danos ambientais causados. Não entrei a fundo nas questões políticas - e nem entrarei - de como eles vão parar lá, já que há leis da Suprema Corte indiana e assinaturas em tratados internacionais que proíbem isso. Até países considerados corretos em suas práticas ambientais sustentáveis estão deixando sua sucata por lá. Triste mesmo.




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Abandonados e submersos

Postagem atualizada em 20 de junho de 2014.

Olá, gente boa!
Vejam que interessante: nos EUA há um cemitério submerso (!). Isso mesmo. Você pode prestar suas homenagens ao ente querido numa cerimônia subaquática bem original. Não é legal? E também descobri alguns santos submersos. Geralmente eles são colocados para servirem de proteção aos locais em que estão. Muito interessante, vamos lá!

Neptune Memorial Reef - Costa de Key Biscayne , Flórida
O Neptune Memorial Reef foi concebido por Gary Levine e projetado pelo artista Kim Brandell. Conhecido também como Projeto Atlantis ou o Atlantis Reef, a construção abrigaria um mausoléu submarino. Cobre mais de 65.000 m² a uma profundidade de 40 pés. O projeto simula uma pequena cidade com estradas submersas levando a uma praça central com bancos e estátuas.  O cemitério submarino acomodaria 850 restos - cremados - com um objetivo final de mais de 125 mil restos mortais. As cinzas seriam misturadas com o cimento que formariam as placas memoriais.
O recife artificial Memorial Reef foi construído para suportar tempestades das mais fortes, mas na passagem do furacão Andrew - de categoria 5 - varreu o memorial, exigindo uma re-engenharia no mesmo.
Os 65.000 m² de recifes artificiais no fundo do oceano foram projetados tanto para ser uma casa para a vida marinha como também um destino para mergulhadores. Velejadores e mergulhadores são bem-vindos, mas não a pesca. Agora que recifes de coral têm se desenvolvido no local, a Neptune Society Memorial Reef pode ser corretamente identificado como um recife de coral.
Infelizmente, o grupo Atlantis e Neptuno se desentenderam e cortaram relações, o que fez com que a construção do recife parasse. Os moldes foram destruídos e não houve adições desde então.





quinta-feira, 19 de junho de 2014

Túneis e undergrounds

Postagem atualizada em 19 de junho de 2014. 

Olá, gente boa!
Uma atualização cheia de mistério e explorações maravilhosas. Particularmente gosto muito do tema. Aproveitem a viagem ao subterrâneo.

Cavernas Longyou
Longyou Caves é uma série de grandes cavernas artificiais localizadas na província chinesa de Zhejiang. São mais de mil metros quadrados, com alturas de até 30 metros. Elas são consideradas pelos chineses a "nona maravilha do mundo antigo", mas a origem das 24 cavernas - exploradas até agora - é um mistério sem pistas. Descobertas em 1992 (!!), elas possuem nenhum registro histórico ou evidência do trabalho envolvido para escavar os quase um milhão metros cúbicos de rocha bruta. Os cortes nas pedras foram feitos de tal forma que deixaram um padrão curiosíssimo ao longo das cavernas. As superfícies do teto, das paredes e pilares são tudo terminado, do mesmo modo, como uma série de faixas paralelas sobre 60 cm de largura, todas sob angulação de cerca de 60°. Os padrões são semelhantes aos encontrados em cerâmicas datadas entre 500 e 800 aC. Esculturas em pedra e gigantescos pilares podem ser vistos na caverna, aberta para visitação pública. Há também um boato de que a disposição de sete das cavernas coincide com a distribuição das sete estrelas da Ursa Maior.
A pergunta que não quer calar: "Nossos antepassados da época da construção dessas cavernam possuíam condições tecnológicas para construir isso?"




quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cidades abandonadas - por ET's


Olá, gente boa!
Vocês sabiam que existem cidades abandonadas no nosso planeta que não são legado de nenhuma civilização conhecida? Isso mesmo! são cidades tão antigas quanto a civilização suméria, a mais antiga conhecida pelo homem. Algumas até ultrapassam essa marca e chegam a 12 e 15 mil anos de existência. Porém, o que mais intriga nessas cidades são a sofisticação de seus projetos, técnicas construtivas e estruturas megalíticas. Algumas peças inteiras de pedra perfeitamente cortada chegam a pesar 50 toneladas - os blocos de pedra das Pirâmides do Egito pesam cerca de 5 toneladas.
As cidades listadas abaixo não são comprovadamente deixadas por ET's, mas estão descartadas as possibilidades de pertencerem a alguma civilização que conhecemos. Por isso, os pesquisadores apontam suas origens para civilizações muito mais avançadas às que haviam na terra na mesma época em que as cidades foram construídas. Algumas delas são do período Paleolítico da história - de antes da invenção da roda - e eram avançadas demais para a era.

Harappa e Mohenjo Daro
Apesar das guerras e das muitas invasões, a história antiga da Índia foi em grande parte preservada. Datadas de cerca de 500 aC, as cidades de Mohenjo Daro e Harappa eram tão sofisticados e bem planejadas que arqueólogos acreditam que elas foram concebidas como um todo antes de suas construções começarem. Nas cidades havia piscinas de banhos, sistema de coleta e drenagem de água cobertos - tubulações enterradas feitas de pedra - sistema de latrinas com drenagem das águas sujas, etc.
Nada se sabe sobre a cultura dessas cidades, suas origens e fim são desconhecidos, assim como também seu dialeto e sua escrita, a qual é completamente indecifrável. E ambas cidades não foram detectadas classes sociais e não existem templos ou edifícios religiosos. Nenhuma outra cultura, incluindo as do Egito e da Mesopotâmia, revelou o mesmo grau de planejamento e desenvolvimento.





quinta-feira, 29 de maio de 2014

Lago Urmia - Azerbaijão do Sul - Irã


Olá, gente boa!
Condenado à morte pelo homem, o Lago Urmia pede socorro. Um pedido quase mudo, inaudível para os surdos que podem fazer realmente algo pela sua sobrevivência. Muito triste é a situação desse lugar.

Lago Urmia - Azerbaijão do Sul - Irã
O Lago Urmia é o maior lago do Oriente Médio e está secando. De acordo com ecologistas, caso o lago seque, desencadeará uma catástrofe ecológica sem precedentes não só nas cidades do Azerbaidjão - Irã - mas também, em países vizinhos  como a Turquia, Iraque e Armênia. A seca causará uma migração colossal de pessoas que vivem em cidades ao redor do lago; o sal de 8 bilhões de toneladas será liberado para as zonas circundantes, causado pelo processo de salinização pelo qual o lago já está passando; grande parte da fauna e flora também já foi perdida; a toxicidade do sal trazida pelo vento afetará inúmeras áreas residenciais das cidades, além de destruir as plantações e; problemas médicos, sociais e ecológicas afetarão a região. 
Dois fatores estão contribuindo para que isso aconteça e, infelizmente, são causados pela mão do homem. Pesquisas apontam para a as construções de represas em rios fundamentais para o abastecimento do lago e para a construção de uma via que corta o lago e o separa em duas partes feita em 2007 - a qual cortou seu fluxo natural de vida, causando a salinização. 

A evolução do processo de seca:



As paisagens impressionam pelo clima desértico e hostil que se formou e continua a crescer.





quarta-feira, 28 de maio de 2014

Atafona, a praia do apocalipse - Rio de Janeiro


Olá, gente boa!
Todos sabemos que o clima está completamente maluco e que as previsões de anos atrás sobre aquecimento dos mares e a invasão das águas em cidades litorâneas já estão se cumprindo. vejam esse exemplo que acontece aqui no Brasil. No estado do Rio de Janeiro.

Atafona, a praia do apocalipse
Atafona é um distrito do município de São João da Barra, que fica ao norte do Rio de Janeiro (estado), quase fronteira com o Espírito Santo. É uma vila de pescadores com um pequeno porto, fundada nos anos cinquenta e que, hoje, leva uma vida apocalíptica. A cidade está sendo destruída pelo mar que, há cerca de 40 anos, vem avançando em direção de suas construções num ritmo alucinante de dez metros por ano. 
A Avenida Beira Mar - como era chamada a principal via da cidade - já foi engolida pelas águas e, junto com ela, durante essas últimas décadas, mais de 200 casa e lojas - cerca de 14 quarteirões - também sumiram. A cada ano chega a vez de famílias diferentes enfrentarem o mesmo problema: desapropriação do imóvel. E quem clama é a natureza. Não há cobrador mais implacável. Apesar disso tudo há muitos moradores que insistem em não abandonar seus imóveis. Talvez por não terem para onde ir. 
Alguns moradores explicam o fato como o fim do mundo, mas pesquisadores apontam para as mudanças climáticas e alertam: o fenômeno só tende a aumentar.

A imagem abaixo explica bem a situação atual:






sábado, 24 de maio de 2014

Os anti lugares de Brasilia e o abandono sem fronteiras.


Olá, gente boa!
Estamos com quase cinco anos de blog e ainda neste ano completaremos um milhão de acessos. Isso é muito bom e fico grato aos leitores que me seguem e sempre estão passando por aqui. É um trabalho que desenvolvo com muito afeto e o nome que criei - Lugares Esquecidos - já é bem comentado por aí. Graças a vocês.
Quero então mostrar numa só postagem os lugares abandonados que visitei aqui na capital do país, que pesar de ser uma cidade relativamente nova - 54 anos - em seu processo de amadurecimento e estabelecimento como capital do Brasil, já possui seus lugares abandonado, como toda cidade. Nisso Brasília se compara a qualquer outra cidade brasileira e mundial - a geração de anti lugares ou não lugares.
"O não-lugar é diametralmente oposto ao lar, à residência, ao espaço personalizado. É representado pelos espaços públicos de rápida circulação - como aeroportos, estações de metrô e pelas grandes cadeias de hotéis e supermercados..." (Marc Augé). Nesse contexto também se insere o local abandonado na cidade, pois, depois de esquecido, torna-se forçadamente um espaço público de rápida permanência por vários personagens que já conhecemos muito bem: os sem tetos, viciados, pessoas mal intencionadas, pessoas que vão para se reunir sem intenção do mal, fotógrafos, exploradores urbanos, vândalos, curiosos, casais e por aí vai.

As Ruínas da UNB
Vamos começar pelo primeiro lugar que visitei e que foi também a  primeira postagem do blog. 
Construído durante o período militar militar pela Escola Superior de Guerra (ESG), instituição responsável pelo planejamento estratégico da defesa e da segurança do Brasil. O prédio abrigaria a sede da escola, hoje localizada no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. No governo de Emílio Garrastazu Médici, foi aprovada a transferência da escola e a obra iniciou-se no ano seguinte com um projeto de Sérgio Bernardes, arquiteto que responsável pelo mastro da bandeira, na Praça dos Três Poderes, e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília.
O prédio de Bernardes seria de três pavimentos, 140 metros de extensão e 20 metros de largura nas extremidades de um triângulo chanfrado nas pontas. Teria 5 auditórios e muitas salas de uso administrativo e pedagógico. A construção, instalada na beira do Paranoá, ficaria, em parte, dentro da água - uma inovação para a época. O prédio comporia um plano urbano-paisagístico acrescentados de bosques e gramados, segundo o autor do projeto. O projeto, porém, nunca seria concluído. Como o arquiteto propusera uma aproximação com estudantes e com a universidade numa abordagem conceitual diferente para o projeto da escola, da noite para o dia, todos os projetos de Bernardes foram cancelados, e sem o dinheiro previsto, o arquiteto se viu imerso em dívidas, declarando falência de seu escritório nesse mesmo período. Os ditadores militares não toleraram as ideias "comunistas" do arquiteto.
O imóvel hoje tomado, em parte, pelas águas do lago, faz parte do programa Brasília Cidade Parque, administrado pela Secretaria do Meio Ambiente e pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), mas ainda não há previsão de obras na área.




terça-feira, 15 de abril de 2014

Complexos olímpicos abandonados


Olá, gente boa!
Acho incrível grandes complexos construídos para sediarem jogos olímpicos (de inverno e de verão) acabarem abandonados. Na verdade são imensas estruturas que, após as competições, sofrem um esvaziamento por completo, sendo necessário estabelecer seu uso imediatamente após, inserido num projeto bem elaborador de ocupação, seja de cunho social ou turístico.
Separei três casos distintos: as vilas olímpicas de 1936 em Berlim, de 1984 em Sarajevo e em Sochi (!!!) de 2014. Isso mesmo o que vocês leram. Com tanta crise política acontecendo por lá, a vila olímpica de Sochi é a mais nova cidade fantasma do planeta. 
Há mais olímpicas vilas abandonadas e em breve estarei atualizando essa postagem. Divirtam-se!

Vila dos Jogos Olímpicos de Verão de 1936 em Berlim
Os Jogos Olímpicos de 36 foram aqueles nos quais Hitler teve que esconder do resto do mundo que era racista e suas intenções militares. Além disso, também teve que ver um grupo de atletas afro descendentes americanos ganharem a maioria das medalhas do atletismo. Somente Jesse Owens ganhou quatro medalhas de ouro, colocando abaixo a supremacia ariana que o ditador tanto defendia. 







sexta-feira, 4 de abril de 2014

Hospitais psiquiátricos abandonados.

Postagem atualizada em 04 de abril de 2014.

Olá, gente boa!
Atualizando esse post confirmei como os hospitais, casas mentais, sanatórios e asilos - os quais na verdade eram hospitais psiquiátricos com outros nomes - e os próprios hospitais psiquiátricos depois de abandonados ficam impregnados das energias dos fatos ocorridos dentro deles. 
Nos primeiros momentos do tratamento psiquiátrico na história, os internados passaram por muitos tratamentos dolorosos - choques elétricos, drogas, etc. -  para o corpo e para a alma. Isso sem falar nos fantasmas, os quais rondam esses lugares nos relatos de testemunhos. Vamos lá!

Centro Psiquiátrico Creedmoor, Queens, Nova Iorque
Exclusivo para doentes mentais em uma época em que o melhor tratamento era colocá-los longe do convívio da sociedade, este hospital está abandonado cerca de 40 anos. Foi fundado em 1912 com o nome de Colônia do Hospital Estadual do Brooklin. Era do tipo "hospital-colônia agrícola" e tratou muitos enfermos de psicose e esquizofrenia. Mas sua história está rodeada de negligência, abusos, estupros e maus tratos com os pacientes. Esse prédio das imagens foi o único que restou do complexo e que hoje está abandonado - os demais 24 foram vendidos. Há até outros que ainda abrigam o hospital e possuem algumas centenas de pacientes.






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