terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Fazenda Guatapará - São Paulo



Olá, gente boa, tudo bem?
Muitas pessoas me perguntam "como um lugar tão lindo, ou tão grande, ou tão importante, pode ser abandonado?" Eu respondo que por várias razões, e cada caso é um caso particular, apesar de padrões se repetirem. Muitos deles por herança de família a ser dividida em juízo, que ainda não se chegou a uma conclusão - quando os patriarcas da família já mortos e, nestes casos, são prédios imponentes, antigos, de valor histórico inquestionável - e são abandonados à espera de uma venda. Dificilmente são restaurados, a não ser que sejam adquiridos pelo governo local e posto a ser algum órgão público, ou coisa parecida. São geralmente grandes e caras propriedades. Nas grandes cidades brasileiras, principalmente no sul e sudeste, ainda é muito habitual encontrar na malha urbana os grandes casarões deixados pelas famílias ricas que, em gerações seguintes, foram perdendo suas posses. Palacetes que pertenciam aos grandes proprietários de terras nos interiores dos estados, importantes agricultores que sustentaram a economia no país por algumas centenas de anos. E é sobre uma propriedade dessas que falarei hoje, não os casarões das cidades, mas a sede monetária que sustentava os casarões: a fazenda das plantações, verdadeiras minas de ouro. Não foi à toa que o café brasileiro, em certa época, foi considerado "o ouro negro".

Fazenda Guatapará - São Paulo
O ciclo do café - 1800 a 1930 - alimentou a economia brasileira do início do século 19 até a década de 1930. Primeiramente o café foi plantado no Vale do Paraíba (entre Rio e São Paulo) mas depois migrou para as zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão do café foi o grande produto de exportação do país durante uns 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século 18, vejam só, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.
Da segunda metade do século XIX até a década de 1920 o café foi o maior impulsor da economia brasileira. O Brasil detinha o monopólio da oferta mundial, logo, controlava facilmente o preço do grão nos mercados internacionais, obtendo assim lucros elevados. Porém a produção de café foi muito superior ao crescimento de sua demanda, causando a baixa de preços a longo prazo.
Nesse contexto se insere a Fazenda Guatapará que, em tupi é o nome dado a um cervo de pelo malhado, comum na época mas já extinto hoje. A cidade de Guatapará surgiu na fazenda de mesmo nome, em 1865. Foi distrito de Ribeirão Preto até 1989.
Em 28/06/1908 chegou ao Porto de Santos o Kasato Maru, o primeiro navio trazendo imigrantes japoneses para trabalhar nas lavouras de café do Oeste Paulista e do Paraná. Ele trouxe 168 famílias ( 
781 agricultores) que enfrentavam dificuldades para encontrar emprego no Japão. Grande parte dos agricultores,  foram trabalhar na Fazenda Guatapará, de propriedade de Henrique Dumont, pai de Alberto Santos Dumont. A fazenda, que tinha sido comprada por 70 contos de réis valorizou noventa vezes o preço de compra, após a chegada dos imigrantes. A propriedade era dividida em quatro grandes seções: Marco de Pedra, Brejão Grande, Monteiro e Guatapará, possuindo no total 500 edifícios, destinados à casa dos diversos diretores, máquinas de café, oficinas, depósitos, farmácia, hospital, cocheiras e um grande número de casas dos trabalhadores. Moravam lá 343 famílias.
O sistema de transporte da fazenda era um dos mais modernos. As linhas da Mogiana passavam dentro da fazenda, onde havia uma estação particular junto à sede administrativa. Havia também um ramal ferroviário particular para o trabalho exclusivo da grande lavoura. O ramal particular da fazenda Guatapará funcionou até cerca de 1960.
Hoje, nem a estação, nem a casa-sede, nem os prédios da fazenda existem mais. Foram demolidos pelos atuais proprietários, por volta de 1998. Sobrou apenas a "Casa das Laranjas", o antigo engenho e mais um ou dois prédios.
Uma pequena postagem para a importância deste lugar à história brasileira. Um pedido: exploradores e fotógrafos de São Paulo vão neste local e nos tragam imagens e vídeos de lá. :D



Uma imagem de 1999.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Igrejas e capelas esquecidas pelo Brasil - parte 3

Capela no Vale da Forquilha em São Sebastião da Grama - SP

Olá, gente boa!
Vejam só que estamos na terceira parte deste tema tão interessante, que mexe com as emoções de tantos leitores. O tema continua pois as imagens de igrejas e capelas abandonadas não cessam de aparecer na internet. São muitas pessoas que fazem esse tipo de exploração, geralmente encontrando exemplares pelo interior do nosso país, tão grande e tão rico culturalmente. 
Esta postagem eu fiz com imagens que encontrei, basicamente, em dois perfis. Dois fotógrafos: o Otavio Barreira que só fotografa fazendas, casas antigas, ferrovias e estações de trem. Tudo que amamos por aqui;  e o José Wilson Francischinelli que também fotografa temas idênticos, ambos atuando nos interiores de São Paulo e Minas Gerais. Mas também há exemplos de igrejas em outros estados brasileiros. 
O tema não termina e, com certeza, virá uma quarta parte. Aguardem em breve.

Capela em Santa Cruz das Palmeiras - SP 

 Capela rural em São José do Rio Pardo - SP

Igreja de fazenda em Arceburgo - MG 

 Igreja Fazenda Morro Azul - Mococa, SP

domingo, 18 de janeiro de 2015

Torre Palace Hotel - Brasília


Olá, gente boa, como estão?

Primeiramente, feliz 2015 para todos vocês, espero sinceramente que todos meus leitores estejam bem, apesar de saber que estão acontecendo guerras muito cruéis pelo mundo, e em locais que acessaram o blog, então fico pensando e rezando para que estejam bem, onde quer que estejam. Amém.
Já começamos o ano com uma exploração nova. Um hotel numa área central da capital do Brasil que, apesar de ser uma cidade relativamente nova, também tem seus locais abandonados como em qualquer outra cidade brasileira e mundial. Nisto Brasília se iguala às outras capitais e grandes cidades brasileiras, no resto em mais nada.

Torre Palace Hotel - Brasília
Um hotel abandonado no Setor Hoteleiro de Brasília, num dos pontos mais nobres da capital, está passando pelo processo que todo prédio abandonado passa. O Hotel, que fica bem no Eixo Monumental da capital, próximo à Torre de TV, fechou em maio do ano passado e foi totalmente desocupado em agosto deste ano. O 
O hotel começou a funcionar em 1972 - foi o primeiro hotel do Setor Hoteleiro Norte - e possuía 140 apartamentos. Atualmente está completamente depredado. Não sei em qual estado ele foi abandonado, mas a supor pelas imagens acho que ainda havia bastante coisas dentro dele como móveis, equipamentos (telefones, impressoras, entre outros) e muitos papéis. Não há mais esquadrias nele, todas as portas e janelas foram retiradas. Há muito vidro quebrado e pessoas morando dentro. Cuidado, o lugar está perigoso. A subida pela escadaria completamente sem proteção causa vertigens, não aconselho a subir.
Bem, vamos às imagens. Vou começar pelo topo, pois a vista é simplesmente fabulosa. Brasília, te amo!

 A vista:




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Volta à Piscina com Ondas do Parque da Cidade e os um milhão de acessos do Lugares Esquecidos



Postagem atualizada em 24 de novembro de 2014

Volta à Piscina com Ondas do Parque da Cidade de Brasília e os um milhão de acessos do Lugares Esquecidos
Olá, gente boa!
Um querido amigo veio me visitar recentemente e eu o levei ao Parque da Cidade para um passeio e acabamos na antiga Piscina com Ondas. Fizemos umas imagens bem interessantes e dá para acompanhar a evolução da decadência em três postagens dentro desta mesma. Já são três visitas à piscina e uma boa notícia é que o parque será restaurado brevemente e a piscina incluída, tudo fazendo parte de um planejamento maior de revitalização. É torcer para dar certo. 
Outro assunto que gostaria de comentar rapidamente é que estamos alcançando a marca de um milhão de acessos provavelmente amanhã. isso é sensacional!! quero muito agradecer à vocês, meus leitores queridos... sabiam que um pai já encontrou uma filha que não via desde criança através dos comentários de uma postagem? Verdade. Eu nunca pensei que o blog chegaria a isso tudo e nem que eu mesmo produziria material como explorador urbano, mas confesso que sempre fui, mesmo antes do blog. 
Um milhão!!!! do mundo inteiro! sou muito grato, muito.
Mas enquanto isso, na piscina...






quinta-feira, 23 de outubro de 2014

UrbEx em Belém do Pará parte II - Parque Ambiental do Utinga


O Parque Ambiental do Utinga ocupa uma área de 1.340 hectares, um pouco maior que 1.300 estádios de futebol. Vai de Belém à Ananindeua, e é a maior área de conservação da natureza com proteção integral da Região Metropolitana de Belém, aberta à visitação. Com administração da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). O parque também abriga dois lagos importantes para o abastecimento de água desta região: o Lago Bolonha e o Água Preta, porém, ele sofre com o crescimento e a proximidade da cidade, que a cada dia chega mais perto da reserva ambiental.



Uma amiga me acompanhou, pois queria me mostrar algo abandonado no meio do mato, um autêntico cenário de filme apocalíptico, um antigo clube na beira do rio. Topei na hora.
Chegamos bem cedo e já no meio da caminhada nos defrontamos com o primeiro lago, o Bolonha. Ele possui uns vertedouros circulares de escoamento das águas e já percebemos que ele estava bem diferente da última visita de Dedé, minha amiga. Havia vegetação demais no lago, alastrando-se descontroladamente. Vejam uma foto do lago bem mais limpo e cheio e  do vertedouro, em seguida uma da minha visita para comparação:




Nesse lugar encontrei uma balsa com um braço de escavadeira nela. Fazia a limpeza do lago mas, pelo que parece, não deu conta...

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

UrbEx em Belém do Pará - Cemitério abandonado


Olá, gente boa! quanto tempo não nos falamos. espero que estjam todos muito bem.
Estou mais uma vez em Belém do Pará, minha terra natal, e por aqui tem bastante coisas para mostrar.
Há um cemitério abandonado por aqui, que não é o que já mostrei anteriormente em duas outras postagens - http://www.lugaresesquecidos.com.br/2011/10/cemiterio-de-nossa-senhora-da-soledad.html e http://www.lugaresesquecidos.com.br/2013/12/volta-ao-cemiterio-da-soledad-em-belem.html. Esse está bem mais abandonado do que o da Soledad e, apesar de pequeno, é muito bonito e possui uma igreja linda em seu interior construída em estilo eclético com influências góticas. essa igreja abriga na parede dos fundos catacumbas que ocupam a parede de cima a baixo. Uma aventura impressionante.
Quando entrei percebi que haviam pessoas lá dentro, moradores de rua que se abrigavam de uma chuva que estava por vir. Nessas horas é fundamental se apresentar e muito rapidamente captar o clima que há entre as pessoas que lá se encontram para melhor se portar e até ir embora, se for o caso. A visita foi rápida e um pouco tensa, mas valeu. O cemitério é realmente lindo... e abandonado.



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O Climático Hotel - Campos Novos Paulistas/SP


Olá, gente boa!
Então, olhando as fotografias do Fábio Vasconcelos e procurando igrejas, encontrei um lugar interesantíssimo, e que não há muitas fotografias pela Internet. Só mais uma pessoa no Panoramio fotografou - Ivan Evangelista Jr. Encontrei também esse texto abaixo, retirado do do Correio de Marília de 18 de janeiro de 1957 (e encontrado no blog de Cláudio Amaral), o qual apresenta muito bem o hotel - como ele era.

O Climático Hotel 
"Temos noticiado constantemente o fato que representa o grandioso empreendimento de um grupo de marilienses, já na sua fase final, na estação climática de Campos Novos Paulistas: o Climático Hotel.
Realmente, nenhum exagero ou outro interesse existe de nossa parte, senão o focalizar um acontecimento que tem muito mais importância do que possa parecer à primeira vista.
O mariliense, para repouso ou tratamento de saúde, até aqui, viu-se obrigado a rumar para estações de águas caríssimas e famosas, longe de Marília. Isso, de modo geral, não mais vai ser necessário, uma vez que, já para o último trimestre do ano em curso, deverá ser oficialmente inaugurado o Climático Hotel Campos Novos Paulista, realização que veio preencher imensa lacuna, não só em Marília, como em toda a Alta Paulista, Alta Sorocabana, Norte do Paraná, e, à rigor, no próprio Estado.
Não mais precisarão os marilienses, de agora em diante, abandonar seus compromissos e suas famílias, para realizar necessários tratamentos em “estações de água”. Ali está o Climático Hotel, perto de Marília, ligado por boas estradas, propiciando mesmo o ensejo de passar semanas naquelas paragens inteirados de seus negócios.
O clima é excelente. A água salubérrima. Frutas que reconhecidamente só vingam em climas frios e especiais da Europa, ali crescem com facilidade, produzindo excelentes produtos.
Tudo foi convenientemente estudado pelos timoneiros da ideia. Folguedos, lugares para espairecer o espírito, alimentação, conforto, vida ao ar livre, esportes, natação, tudo, enfim.
Nas proximidades, encontra-se u’a verdadeira maravilha da natureza: uma fonte, conhecida pelo nome de “Fonte dos Euricos”, cujas propriedades medicinais de suas águas, já devidamente comprovadas pela ciência médica, principiam de modo vertiginoso a atrair turistas. São incontáveis os efeitos do liquido dessa fonte, para diversas espécies de males físicos do homem.
Aqueles que já conhecem Campos Novos Paulistas e que já viram “in loco” as majestosas obras do Climático Hotel, entendem perfeitamente que estamos apregoando um fato digno de merecer as mais encomiosas referências.
Aqueles outros, que, por motivos diversos, ainda não tiveram o ensejo de visita o referido empreendimento, estão no dever de conhece-lo, para aquilatar o que de alto valor significará dentro das próprias necessidades da saúde e do repouso de nossa gente.
Até ha pouco, “fazer uma estação de água” era privilégio de ricos. Hoje, não; hoje, até os mais modestos financeiramente, são cotistas do Climático Hotel Campos Novos Paulistas. Imaginem os leitores, o bem estar e o conforto físico e salutar que essa gente proporcionará às suas famílias.
Vale a pena, repetimos, conhecer o Climático Hotel Campos Novos Paulista."

Nem preciso dizer mais nada. Vamos às imagens.




Igrejas e capelas esquecidas pelo Brasil - parte 2


Olá, gente boa!
Trago hoje uma pequena atualização nesta postagem tão bacana. Todas as imagens são do Fábio Vasconcelos, um colaborador antigo do blog. Grato!

Capela Abandonada - Pederneiras/SP


domingo, 17 de agosto de 2014

Parques aquáticos abandonados e assustadores


Olá, gente boa!
Depois de um pequeno descanso volto aqui para trazer novidades que eu sei que vocês adoram e se divertem. Muita gente legal descobrindo o blog e deixando comentário. E por falar nisso, gostaria muito que meus leitores de fora do Brasil também deixassem seus comentários. Quase 100% dos comments são deixados por leitores de língua portuguesa e do Brasil. Gostaria muito de ouvir suas impressões. Acompanho os comentários e respondo-os em bloco - deixo acumular um certo número para responder de uma só vez. Sempre. Traduziremos, dentro do possível, todos os comentários em línguas estrangeiras. Mais uma vez quero agradecer à vocês, meus leitores. Estamos chegando aos 900 mil acessos e em breve chegaremos ao primeiro milhão. 
Trago hoje novos parques aquáticos abandonados. São lugares realmente estranhos. Assim como os parques de diversões, eles produzem um intenso e constante contraste entre o colorido dos equipamentos e as cores apagadas do abandono. Vamos ver:

Piscina Molitor - Paris
A partir dos anos 20 inúmeras piscinas públicas começaram a ser construídas pela Europa. Na França foram cerca de vinte, sete em Paris. Na Inglaterra foram construídas 800! e na Alemanha 1360!!! A Piscina Molitor foi uma delas.
Projetada pelo arquiteto Lucien Pollet em estilo Art Déco, o lugar abriga duas piscinas - uma de 33 e a outra de 50 metros - e a maior é sem cobertura. Nela foi lançado o primeiro bikini, em 46, e o primeiro monokini, em 64, da história e se praticava o topless naturalmente. Era o lugar para estar em Paris. Lá ocorriam grandes bailes - na piscina eram montados desde sessões de cinemas a pistas de dança e de patinação. Molitor funcionou durante 70 anos e, em agosto de 89, seus mosaicos, sua cobertura em ferro e seu requinte, não eram mais os mesmos. Foi quando teve que fechar suas portas.
Depois disso a Piscina Molitor começa sua vida pós morte. Foi ocupada pelos mesmos personagens que frequentam lugares abandonados. Foi vandalizada, grafitada, recebeu festas undergrounds, skatistas, ciclistas, moradores de rua, artistas, curiosos, etc.
Mas em 2014, como num passe de mágica, esse lugar retorna renovado como uma fênix em pleno centro de Paris. Mas uma fênix com uma proposta diferente. Agora a Piscina Molitor é um hotel 4 estrelas e para se entrar na famosa e querida piscina o visitante terá que desembolsar 180 euros - cerca de 245 reais. Só para banhar-se. Anuidades para frequentar a piscina são aceitas sob o preço de 3300 euros - 4.500 dólares. Isso gerou uma discussão acerca das taxas de entrada da piscina - inacessíveis à população comum (apesar da piscina nunca ter sido livre para o público, as taxas de entrada nunca foram tão elevadas como são agora).
O fato é que a piscina foi renovada totalmente com capital privado, ou seja, podem reclamar o quanto quiserem, a empresa que comprou vai cobrar o preço que ela quiser. E ponto final.
Não é provável que a Piscine Molitor recupere o espírito de seu auge do século passado, mas os habitantes da cidade estão contentes que ela está de volta - mesmo que apenas como um templo da memória coletiva.



quinta-feira, 26 de junho de 2014

Aviões abandonados pelo mundo

Postagem atualizada em 26 de junho de 2014.


Olá, gente boa!
Trouxe duas coisas aqui fantásticas. primeiro é um avião muito grande e diferente, e que parece uma nave espacial. Não sei a procedência, no perfil do usuário há nenhuma informação sobre o lugar. Nada! Mas vale muito a pena ver; segundo é um cemitério de aviões na África que é ainda muito usado, só que pelas crianças locais. Tudo virou um imenso playground. Vamos começar por ele.

Cemitério de aviões/playground - República do Congo
Em 2002, o vulcão Nyiragongo, localizado no monte de mesmo nome, entrou em erupção depois de meses de atividades. Suas lavas - além de chegarem até um lago - atingiram o Aeroporto Internacional de Goma, bloqueando os aviões que lá estavam. Resultado: um cemitério de aviões - e de aviões grandes. Depois de terem tudo em seus interiores retirado, as carcaças descansam ainda no mesmo local. Somente as crianças ainda frequentam o local. Na intenção de travarem brincadeiras e jogos. Fico imaginando a imaginação dessas crianças e suas fantasias durante suas aventuras nesse lugar. De repente voltei à minha infância...

 



domingo, 22 de junho de 2014

Barcos abandonados pelo mundo.


Postagem atualizada em 22 de junho de 2014.

Olá, gente boa!
Quero agradecer aos meus leitores, os quais sempre me dão dicas maravilhosas sobre lugares abandonados e esquecidos. Um delas é essa: o maior desmanche de navios já visto. Diferente de Nouadhibou, na Mauritânia - onde os navios apenas jazem - em Alang eles são desmanchados.

Praia de Alang - Índia
Alang é uma vila no distrito de Bhavnagar, no estado indiano de Gujarat. Nas últimas três décadas, as suas praias têm se tornado um importante centro mundial para o desmanche de navios. Navios de toda parte do mundo são levados para lá. Um imenso ferro velho de navios que vem causando preocupações quanto aos danos ambientais causados. Não entrei a fundo nas questões políticas - e nem entrarei - de como eles vão parar lá, já que há leis da Suprema Corte indiana e assinaturas em tratados internacionais que proíbem isso. Até países considerados corretos em suas práticas ambientais sustentáveis estão deixando sua sucata por lá. Triste mesmo.




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Abandonados e submersos

Postagem atualizada em 20 de junho de 2014.

Olá, gente boa!
Vejam que interessante: nos EUA há um cemitério submerso (!). Isso mesmo. Você pode prestar suas homenagens ao ente querido numa cerimônia subaquática bem original. Não é legal? E também descobri alguns santos submersos. Geralmente eles são colocados para servirem de proteção aos locais em que estão. Muito interessante, vamos lá!

Neptune Memorial Reef - Costa de Key Biscayne , Flórida
O Neptune Memorial Reef foi concebido por Gary Levine e projetado pelo artista Kim Brandell. Conhecido também como Projeto Atlantis ou o Atlantis Reef, a construção abrigaria um mausoléu submarino. Cobre mais de 65.000 m² a uma profundidade de 40 pés. O projeto simula uma pequena cidade com estradas submersas levando a uma praça central com bancos e estátuas.  O cemitério submarino acomodaria 850 restos - cremados - com um objetivo final de mais de 125 mil restos mortais. As cinzas seriam misturadas com o cimento que formariam as placas memoriais.
O recife artificial Memorial Reef foi construído para suportar tempestades das mais fortes, mas na passagem do furacão Andrew - de categoria 5 - varreu o memorial, exigindo uma re-engenharia no mesmo.
Os 65.000 m² de recifes artificiais no fundo do oceano foram projetados tanto para ser uma casa para a vida marinha como também um destino para mergulhadores. Velejadores e mergulhadores são bem-vindos, mas não a pesca. Agora que recifes de coral têm se desenvolvido no local, a Neptune Society Memorial Reef pode ser corretamente identificado como um recife de coral.
Infelizmente, o grupo Atlantis e Neptuno se desentenderam e cortaram relações, o que fez com que a construção do recife parasse. Os moldes foram destruídos e não houve adições desde então.





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