sábado, 1 de agosto de 2015

Casas abandonadas em Curitiba - Casa 2: a casa do alto


Olá, gente boa! continuando com as postagens das casas que visitei em Curitiba e que estão em um só quarteirão.
O cenário é sensacional: o telhado caído em seu interior, menos na parte da cozinha, e a casa está cheia de coisas - objetos que ficaram na mudança. Objetos que pertenciam a Marcelo e seus familiares - pai e mãe e duas irmãs. Então havia o quarto dos pais, o dele, e o das irmãs.
Eu estive duas vezes neste local, pois estava hospedado bem próximo. Da primeira vez encontrei o Marcelo que, coincidentemente, estava parado de bicicleta olhando para a casa e quando nos viu fotografando veio até nós e contou toda a história das casas, nos guiou por elas, pois todas são acessíveis pelos seu quintais, passas-se de uma para a outra pelos fundos. Além de contar a história da mãe rica que construiu as casas para os filhos - as quais eram, inicialmente, de madeira - para que morassem todos por perto, ele também havia morado em uma delas, nesta da postagem.
Ele havia morado nessa casa do alto e nos falou que na frente havia uma varanda que se estendia à frente da casa. Nos mostrou seu quarto e o das irmãs e seu skate que havia ficado. Foi ótimo pois rolaram muitas lembranças boas daquela casa. Quando demos a volta no quarteirão, mostrou também as outras casas, mas será para a última postagem.
Na segunda vez que fui já foi com uma amigos/leitores do blog, Valeu Lua!! Marcou na memória. 






sexta-feira, 24 de julho de 2015

Um aviso importante

Estádio em Detroit
Olá, gente boa!
Muitos de vocês se interessam em visitar lugares abandonados e me pedem as localizações desses lugares. bem, preciso explicar que NÃO fornecemos localizações pelo simples fato de que a exploração urbana não é isso: divulgar localizações de lugares secretos. os lugares são perigosos - telhados podres - assoalhos desabando - vigas caídas e por cair; encontro sempre pessoas nos lugares - meninas! não marquem a toca de entrar em lugares como esses sozinhas!!!... isso para não dizer cachorros, mosquitos da dengue, etc.
Também não divulgamos localizações para não estimular que pessoas má intencionadas se dirijam a esses lugares - estupradores, usuários de drogas, bandidos, etc, etc; também não divulgamos para que pessoas não se dirijam a esses lugares com intenções de fazer festinhas, sexo, etc, etc.
Se vc sabe onde fica os lugares que eu exploro, ok, muito bem. Mas vá por sua conta e risco. Nas imagens que eu posto eu não exponho as dificuldades encontradas, lembrem-se disso. parece tudo muito bonito e pitoresco, mas UrbEx não é para qualquer um, não. Exige o mínimo de equipamentos e muito cuidado. Se cuidem.
UrbEx é uma prática perigosa e vista como invasão de propriedade, não recomendamos ninguém a fazer, nem aqui no site e nem na página do Facebook
Grato por acompanhar minhas aventuras e espero que compreendam.
Renato.

Casas abandonadas em Curitiba - Casa 1: O chalé dos brinquedos



Olá, gente boa, tudo ok? espero que tudo esteja muito bem.
Então! finalmente a última postagem das explorações que fiz em Curitiba, no sul do Brasil. Se trata de uma série de casas abandonadas num mesmo quarteirão, com uma história singular: a mãe construiu as casas para seus filhos morarem todos perto dela. Só que isso no início do século 20. As casas - que eram de madeira -  foram sendo reformadas, seus proprietários foram deixando o local, falecendo e hoje só resta um herdeiro da matriarca, que já é um senhor bem velhinho e que mora nas redondezas, mas não mais lá no antigo quarteirão. Separarei as postagens por casa, vamos à primeira:

Casa 1 - O Chalé dos Brinquedos
Chamei essa casa assim pois lá encontrei diversos brinquedos e coisas que remetem à infância. Deveria haver crianças nesta casa...
Logo na entrada encontrei letrinhas daquele jogo tipo "caça letras", entrando na casa logo percebi uma parede toda revestida de tirinhas de quadrinhos da Mafalda e, subindo as escadas, há uma espécie de sótão que deveria ser o quarto de brinquedos. nele encontrei um cubo mágico, um alvo de dardos, revistas e outras quinquilharias espalhadas pelo chão. Um cenário bem interessante.





sábado, 18 de julho de 2015

Paraíso Perdido Park - Caucaia/CE


Oi, gente boa! olha só, o Braguinha, nosso amigo colaborador de Caucaia nos mandou mais um material de suas expedições UrbEx. se trata de uma espécie de clube aquático e zoológico. Que tal? achei inusitado... crianças se banhando, escorregando nos tobogãs e depois saindo para olhar os animais. Soa divertido? vou confessar, tenho pânico de zoológicos. De qualquer tipo. 
Lá dentro do Park deve ser um cenário bem interessante, pena que não deu para entrar. Fica pra próxima, mas mesmo assim dá para ter uma ideia do abandono pelas imagens enviadas pelo Braguimha. Valeu! e não se desaponte por não ter conseguido entrar, é assim mesmo. A exploração Urbana é tratada como vandalismo e invasão de propriedade particular, e não como uma expressão ética e artística de arte, além de ser um aspecto recente comportamental de nossa sociedade atual. Não podemos ignorar que pessoas querem visitar esses lugares pelo simples prazer de estarem lá, fotografar, sintonizarem com o ambiente e ver beleza nisso. Uma pena.

Paraíso Perdido Park - Caucaia/CE
"Salve, galera UrBex! Galera que vibra quando descobre algum prédio abandonado e passa dias e dias sonhando em ir lá e ver in loco o que existe lá dentro!
Quero agradecer a Deus por mais esta postagem, pois sempre é um risco que a gente corre ao visitar esses lugares. Ninguém sabe o que irá encontrar, mas tudo dá certo nas mãos Dele.
Gente, desta feita estou postando as fotos do PARAÍSO PERDIDO PARK, que tem uma história conturbada. Este parque foi inaugurado no ano 2000 aqui na minha cidade, Caucaia-CE, que dista apenas 10 km de Fortaleza. Tinha tudo para dar certo, pois perdia em tamanho apenas para o Beach Park, era bem mais perto da capital e até zoológico tinha, algo exclusivo. 
Mas conversando com alguns amigos que trabalharam lá, eles disseram que o estabelecimento era ruim de pagar os funcionários, não tinha todas as licenças ambientais e ainda fazia algo macabro que virou notícia no Brasil inteiro: eles pegavam jumentos que o DETRAN-CE apreendia e davam de alimento para os leões e tigres do parque. Isso passou até na TV, mas é difícil achar isso no youtube pq foi em 2006.
Resultado: o parque foi fechado pelo IBAMA em 2006 e encontra-se abandonado até hoje. Tentei contato com o dono, que pesquisando na net vi se tratar de um tal senhor Lincoln, mas não o encontrei. Liguei para os números de telefone disponíveis nas matérias de jornal de 10 anos atrás e estão todos desativados.
Pois bem. Fui lá usando como navegador um amigo chamado Márcio.
Lá chegando, a primeira surpresa foi uma grande ladeira que carro 1.0 não sobe para dar acesso ao parque. 
Estando lá, percebi que havia pessoas dentro do parque e os chamei pelas frestas da porta. Um homem veio e disse que morava lá com autorização da polícia(!).
Falei que estava fazendo um trabalho acadêmico e gostaria de bater algumas fotos. Ele proibiu e disse que por ele deixaria, mas a PM vai lá aos domingos treinar tiro e não autorizou ng a entrar, mas que poderia bater fotos do lado de fora. Deve ser verdade a versão do cara, pq havia tiros nas janelas (blindadas) da portaria. Não quis insistir - apesar de muito frustrado - pq vi crianças e vi que realmente era uma família que morava ali, não eram vagabundos se aproveitando do espaço para praticar atos ilícitos. Tb não quis subornar o cara pq acho que isso vai contra a ética UrBex. 
Nas fotos, dá pra ver a grande pedra com o nome do parque talhado nela; uma grande escada; uma fonte que deveria ser belíssima e fazer um barulhão; a bela porta da entrada (com detalhes em vidro) e as catracas de saída, ao estilo "estação de trem". Deu pra ver ainda que a galera utiliza o local pra fazer despacho de macumba e olhando pelas frestas deu pra o toboágua, o que me deixou babando de vontade. Mas o mais curioso foi ver uma placa que ameaçava quem quisesse entrar lá. O curioso é que a placa era nova, recém-instalada.
Enfim, dei por encerrada a expedição, mas não a missão. Vou falar com um tenente amigo meu pra ver o que ele pode fazer pra eu tirar essas fotos do local por dentro. 
Dj Braguinha encerra aqui."

A história do parque aquático zoológico é bem trash. Vamos às imagens.



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cemitério de trens da antiga Rede de Viação Paraná - Santa Catarina


Olá, gente boa! 
Como vocês já perceberam eu estive em Curitiba, no sul do país, de férias, e produzi um material UrbEx em lugares bem interessantes. Fui no Memorial da Imigração Japonesa; descobri um quarteirão com várias casas abandonadas - será a próxima postagem - e uma história ótima e; visitei uns galpões da extinta RVPSC - Rede de Viação Paraná - Santa Catarina, em Curitiba. Lá estão um acervo de vagões e locomotivas históricas, aguardando um reparo/conservação que nunca acontece. Um lugar maravilhoso e muito apropriado para se fazer um belo Museu sobre a história da rede ferroviária no estado e no país. Os galpões são de uma arquitetura imponente e se destacam aos olhos de quem passa nesta parte da cidade. Foi assim comigo, logo me chamou a atenção, aqueles galpões  grandes e cheios de vagões, dentro e ao redor... Como não notar?
Vamos lá!



Cemitério de trens da antiga Rede de Viação Paraná - Santa Catarina
A Estrada de Ferro Paraná (Paranaguá-Curitiba) foi o primeiro trecho ferroviário a surgir no estado do Paraná. Com o passar dos anos foram surgindo vários outros, nos estados do Paraná e de Santa Catarina, porém como ferrovias autônomas. Os primeiros estudos para a construção de uma estrada ligando o litoral paranaense a capital datam de 1875.
A RVPSC nasceu da fusão das seguintes ferrovias: Estrada de Ferro Paraná, Estrada de Ferro Norte do Paraná, Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná e da Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande. Posteriormente ampliada no período de 1909 a 1930, Outras partes foram sendo incluídas à malha ferroviária entre 1928 a 1975, 
Nos anos 90 a RVPSC foi renomeada como RFFSA com sede em Curitiba. Em 1997 a RFFSA foi leiloada e concessionada para a empresa Ferrovia Sul Atlântico, que em 1999 se fundiu-se com duas concessionárias Argentinas a ALL-América Latina Logistica, as quais controla as poucas linhas remanescentes da rede ferroviária.



sexta-feira, 10 de julho de 2015

Fábrica abandonada do Café Pery - Caucaia - CE


Olá gente boa, olhem só! recebi mais um material do meu correspondente internacional do Ceará, o DJ e explorador urbano Braguinha, hehehe, o cara é polivalente. Se trata de uma fábrica de café abandonada em Caucaia desde 1996. Muito interessante! Na fábrica podemos perceber que ainda há os instrumentos que serviam para torrar e moer o grão. Tudo já muito detonado.
Bem, vamos lá. 

 Fábrica de Café abandonada - Caucaia - CE
"Salve, gente boa curiosa e sedenta por posts novos!
Após as fotos da pousada, estou enviando agora as fotos de uma fábrica de café abandonada desde 1996 aqui perto da minha casa, em Caucaia-CE.
Essa fábrica pertencia ao Café Pery - informação que recebi de alguns amigos que lembram dos velhos tempos. Eles dizem que na época o cheiro de café moído e torrado tomava conta dos arredores da fábrica, que empregava uma média de 20 pessoas. Infelizmente, após a fatídica crise asiática de 1997, a fábrica foi à falência. O dono foi embora e a fábrica ficou no terreno, pois o terreno - curiosamente - era alugado. O dono do terreno nunca se interessou pelo prédio. 
Algumas semanas atrás um grupo de famílias invadiu o prédio mas foram expulsos por homens armados poucas noites depois. Desde então, nada entra no velho prédio. As fotos são de antes desta citada invasão, mas o prédio continua o mesmo. Há um antigo maquinário que foi usado nos áureos tempos. Curiosamente encontramos um LP que, creio eu, era usado pelo vigia noturno para se distrair.
Algumas sacas de café ainda estavam pelo chão, 19 anos depois, como se esperassem a sua vez de preencherem uma xícara. Há uma velha TV de 14", couro de algum bicho que foi devorado por insetos em um processo que deve ter durado meses, sapatos antigos de trabalhadores, e algumas passagens secretas que não tive coragem de meter a mão dentro.
Há ainda, nos fundos da fábrica, a velha chaminé, que fez fumaça pela última vez 19 anos atrás. Ainda estava quente e com os degraus firmes.
O velho motor de puxar água ainda estava lá, e deu pra notar uma pequena entrada que deveria ser a porta de entrada dos empregados.
A lição que tirei de tudo isso?
Que o negócio de café não é para os pequenos e que todo vigia gosta de samba...
Dj Braguinha encerra por aqui."

Muito legal a descrição do Braguinha e pena que ele não entrou nas passagens secretas. Eu entraria fácil, fácil, hehehehe. Valeu mais uma vez pela sua colaboração ao nosso blog querido, e continue fazendo UrbEx - um vício que não consigo mais largar.





quarta-feira, 8 de julho de 2015

Memorial da Imigração Japonesa - Curitiba


Olá, gente boa, tudo ok? espero que tudo esteja na mais santa paz.
Estou de férias em Curitiba, uma cidade no sul do Brasil e, claro, estou fazendo UrbEx por aqui também, visitei algumas casas abandonadas que virão na próxima postagem mas hoje quero mostrar um lugar que fui ontem, embaixo de chuva e frio - um bom explorador urbano não liga para o tempo. Um memorial abandonado!!! isso, mais um no Brasil. Aos questionadores do porquê do abandono explico que se trata da velha fórmula brasileira de gerenciar empreendimentos: esvai-se boa parte da verba destinada à construção e a obra é deixada pela metade, abandonada. E então começa todo o conhecido processo de degradação do patrimônio: pilhagem, vandalismo e uso - com várias finalidades - do local abandonado. Eu acho até meio democrático tudo isso, pois o já usurpado prédio, depois de abandonado, recebe diversos usos para os quais não foi idealizado. Esse é o destino de prédios abandonados, são sempre utilizados para finalidades para as quais ele não foi destinado.

Memorial da Imigração Japonesa - Curitiba - Paraná
O Memorial, idealizado em comemoração ao centenário da chegada dos primeiros imigrantes japoneses no Brasil, foi inaugurado apenas em dezembro de 2012. Porém a obra foi entregue inacabada e permanece assim até hoje. E o que se presencia no local atualmente é um cenário apocalíptico - adoro essa palavra. 
O local abrigaria um centro de exposições e um mirante. O projeto foi retomado (??) em 2013 pela atual gestão do estado e a promessa é de que o Memorial deve ser entregue até o final de 2016 (esperem sentados). A primeira etapa da obra já recebeu o aval da Caixa Econômica Federal para o processo de licitação e está estimada em R$ 238 mil. Estão previstas obras na edificação central, reformas na pavimentação das ciclovias, iluminação e da pista de caminhada ao redor do parque circundante de mesmo nome do memorial. As outras duas etapas de finalização da obra, segundo as autoridades, estão "em fase de negociação” - lê-se "em fazes de negociatas".
Enquanto os políticos decidem de quanto será as suas partes $$$ no orçamento, temos aí um excelente local para fazer UrbEx em Curitiba, claro, com bastante cuidado. Use repelente, pois há muitos focos de mosquitos pelo local e a rampa metálica de subida ao mirante é bastante escorregadia. Não vá só, pois o lugar é bem desolado. Aliás, nunca vá sozinho a um local abandonado. 
Grande abraço e vamos às imagens:






sábado, 20 de junho de 2015

O Museu do ET - Varginha


Olá, gente boa, tudo bem? por aqui tudo em paz...

Em 20 de janeiro de 1996 uma série de aparecimentos de objetos voadores não identificados sobre a região de Varginha, em Minas Gerais culminaram com o avistamento e apreensão de viajantes espaciais num episódio conhecido como "O Incidente de Varginha". Depois disso um Museu em homenagem ao fato foi projetado, teve sua construção iniciada em 2010, e hoje está abandonada. Não me cabe comentar sobre as razões pelas quais isso aconteceu, mas posso imaginar, vivendo no país em que vivo. 
O esqueleto ainda pode ter sua construção retomada, vai depender das partes interessadas.
Vamos ao que interessa, o museu...

O projeto:



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Hotel Thermas Yara



Olá, gente boa. Tudo bem? Espero que tudo esteja na mais perfeita ordem, apesar dos pesares.

Construído nos anos 50 em plena zona rural de Bandeirantes - Paraná, o complexo de lazer abrigava um luxuoso e grande hotel, com piscina de água termal, um cassino, pista de pouso para aviões e podia hospedar 200 pessoas. Um hotel de arquitetura imponente que sofre a ação do tempo. Atualmente, uma batalha judicial impede que os atuais proprietários  realizem qualquer coisa no local.
Domingos Regalmuto, italiano naturalizado brasileiro, ficou rico com serrarias em São Paulo. E nos anos 30 adquiriu um grande porção de terras - mais de 500 alqueires - no sertão norte-paranaense. Logo percebeu que as águas que brotavam de suas terras tinham um odor e paladar característicos. Na década seguinte, um laudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) confirmou sua suspeita: as águas eram mesmo medicinais e poderiam ser usadas como terapia. 
Regalmuto passou então a engarrafar a água e a denominou "Água Mineral Yara - a 'deusa das águas''. Concomitantemente, idealizou e construiu o complexo, com a piscina termal, e um enorme hotel voltado para as classes mais abastadas. Todos os quartos possuíam banheiras e materiais de acabamento de primeira qualidade. Aqueles que não poderiam pagar os preços altos da diária poderiam acampar ou dormir em seus veículos e assim usufruir das maravilhas medicinais terapeuticas das águas e da lama do lago próximo à piscina - lama que também teria os mesmos "poderes" curativos.
Foi criada em volta uma estrutura tão grande que era chama de "Cidade Yara". Quem quisesse poderia adquirir lotes por lá. Até uma igreja foi construída, a qual ainda funciona e foi completamente integrada à população local. A Capela São Domingos, inaugurada em 1º de setembro de 1954, data registrada em concreto no alto da torre. 
Regalmuto começou ter problemas de saúde, e uma trombose lhe causou o amputamento das duas pernas. Ele já passava dos 80 anos. Porém a morte veio em forma de suicídio e seu único herdeiro, Paulo Regalmuto, morreu dois anos depois, num acidente automobilístico
No início da década de 70, a mãe de Paulo, herdou tudo, mas vendeu o lugar para um grande comerciante do ramo imobiliário. Ele regularizou os 660 lotes que formavam a "Cidade Yara" e os vendeu, porém, mas pouquíssimos proprietários tomaram posse e, aos poucos, a área foi adquirindo características de lotes rurais. Mas quando começou o trabalho para se levar asfalto até o "Termas", O novo proprietários ficou doente e morreu. Seus filhos, então, permutaram a área e aí começava o declínio e o abandono do Yara. Em 2002, um casal comprou 48 dos 98 alqueires que restaram da propriedade. Mas até hoje não conseguiram regularizar a escritura.



quarta-feira, 27 de maio de 2015

O viaduto abandonado da Petrobrás na estrada Rio-Santos


Olá, gente boa, tudo bem com todos? espero que sim.
Bem, vamos lá! Quero mostrar para vocês uma visão surreal: um trecho de um viaduto - equipamento tipicamente urbano - abandonado em meio à exuberante floresta brasileira, O viaduto abandonado construído pela Petrobrás se destaca na Mata Atlântica, e hoje é um testamento dos gastos mal administrados do governos do país.
Tudo começou com a construção na Rodovia Rio-Santos na década de 60 e já por volta de 1976 o trecho abandonado estava construído e previsto para ser ligado à rodovia. O trecho ligaria Caraguatatuba a Boiçucanga e a subida da Serra tinha 8 Km com rampa batida de 6% de aclive e o projeto contava com 11 Viadutos e 13 Muros de Arrimo atirantados. Dos 11 Viadutos, 5 estavam 100% concluídos e os demais nunca foram iniciados. Porém, os planos foram alterados no último minuto e o recém-construído - mas nunca utilizado - viaduto foi simplesmente abandonado. Mais de 40 metros de altura e 300 metros de comprimento, a pista elevada apresenta estruturas, muros de arrimo e uma fundação de concreto maciço sendo tomados lentamente pela vegetação circundante.
Enquanto o projeto abandonado parecia um desperdício no passado, hoje ele se tornou uma atração turística popular para os viajantes, os quais o procuram para as práticas de rapel e bungee jumping




sábado, 23 de maio de 2015

Igrejas e capelas esquecidas pelo Brasil - parte 4

Capela de Santa Cruz em Porto Feliz, SP.

Olá, gente boa! como está tudo? espero que muito bem.
Então, esse tema nunca acaba e cada vez mais encontro pessoas/fotógrafos espalhados pelo Brasil interessados em registar esse tema. Considero de extrema importância o ato, pois eterniza o patrimônio deixado para trás. 
Quero agradecer aos usuários do Panoramio e dizer que estou sempre seguindo seus perfis e coletando material nos seus vastos álbuns. Quero deixar claro que os créditos devidos estão no fim das postagem e que se quiserem posso retirar o material pesquisado e exposto aqui nesta matéria a qualquer momento. Muito, muito obrigado. Vocês estão fazendo história neste registro tão fantástico e, afirmo, que vocês também são exploradores urbanos brasileiros. Fazem UrbEx faz muito tempo. São praticamente pioneiros e sustentadores da prática aqui no Brasil. Meus parabéns!


Antiga Capela - Valinhos/SP



domingo, 17 de maio de 2015

Casas esquecidas no Sul do Brasil


Olá, gente boa. Tudo bem? espero que tudo esteja bem demais.
Procurando imagens pelos usuários do Panoramio encontrei muitas casas abandonadas pelo interior do sul do Brasil (PR, SC e RS) e percebi que uma herança está se perdendo: a arquitetura de casas construídas por imigrantes (alemães e italianos, na maioria) no fim do século 19 e início do 20. Isso sem falar nas técnicas construtivas dos outros interioranos brasileiros do sul e do resto do país, que não são imigrantes. Essas arquiteturas e técnicas tendem a se perder e a estar somente em fotos e livros futuramente - e agora na rede de computadores.
São casas belíssimas de estilo dos países de origem dos imigrantes. Feitas de enxaimel, a técnica de paredes com caibros cruzados, de adobe, de alvenaria de pedras, de madeira, técnicas simples e adaptadas ao climas de suas regiões. Repito, técnicas que se perdem atualmente, que as escolas de arquitetura brasileiras ignoram e subjugam, impondo um "novo padrão" de materiais e técnicas que nem sempre se adaptam ao clima brasileiro tão diverso. Fico imaginando se ainda há uma geração de pessoas que conhecem e utilizam essas técnicas. Tenho viajado pelo interior do país e notado essa generalização de métodos construtivos e materiais que faz com que tenhamos casas idênticas seja no nordeste ou no sul país, regiões com climas tão diferentes. É uma tendência perigosa, pois além de apagar a memória de uma região, não se encaixa para todos os tipos de clima, coisa que a arquitetura anterior tirava de letra.
Quero agradecer imensamente ao fotógrafos dessas imagens, que são verdadeiros pesquisadores dessa memória perdida e esquecida pelos interiores desse nosso Brasil tão grande, lindo, e diverso. Quero agradecer como arquiteto que sou, pela pesquisa e dizer que o que vocês estão fazendo - esses registros - é tão importante quanto o trabalho de um arqueólogo. Parabéns! E que se caso não concordem com o uso delas fiquem à vontade para pedir a retirada. Os créditos quando não estiverem nas próprias imagens estarão ao fim da postagem, obrigado!

Casa abandonada - próximo à cachoeira vila Ruthes - Mafra-SC, Brasil.

Casa abandonada em Caieira da Barra do Sul, SC.

Casa abandonada em Caminhos de Pedra - Bento Gonçalves, RS.

domingo, 10 de maio de 2015

Pousada na praia - Ceará


Olá, gente boa, tudo bem?
Uma situação mais ou menos comum hoje em dia: construções abandonadas pelo litoral do Brasil. Muitas vezes são casas, e em outros casos podemos encontrar prédios bem maiores como pousadas,restaurantes, entre outros. 
Vamos mostrar aqui essa pousada no Ceará - não vamos informar a praia por motivos de segurança do local. Um material muito interessante que um leitor assíduo do blog me mandou. Inclusive, o blog o inspirou a fazer suas próprias explorações. Vamos lá! Segue o texto do explorador Braguinha.

"Salve, salve, galera linda! Eu acompanho o blog caladinho desde 2012 e já vi todo o arquivo, foi assim que me descobri um apaixonado por ruínas que um dia já tiveram seu passado de glória (igual ao Botafogo), e este site é o mais completo do Brasil, tanto o é assim que é sempre o primeiro que aparece quando se procura por "lugares abandonados" no Mister Google. Mas vamos de laudatório e entrar no post!
É o seguinte: sentindo aquela vontade imensa de contribuir com o blog e de quebra passear por aí,  livre e solto sem minha mulher (brincadeirinha, dona Verônica!), lembrei-me de uma velha pousada construída há 06 anos e nunca utilizada numa praia do litoral da Grande Fortaleza (uns 12km da capital). Há 02 anos atrás, fui com minha esposa para aquela praia e vi aquele prédio imponente, mas vazio, embora na época ainda conservado. Tal não foi a minha surpresa quando falando com um morador da mesma praia ele me disse que um alto executivo havia construído o prédio, mas que foram tantas as exigências ambientais da União, IBAMA, SEMACE etc, que o cara simplesmente desistiu de investir seu dinheiro no negócio e se mandou. Sendo assim, senti-me livre para adentrar o prédio num ensolarado domingo (como 100% dos domingos do Ceará) deste mesmo mês de fevereiro de 2015. A porta estava aberta e lá fui eu!
O que me chamou logo a atenção foi o portão escancarado, mas intrigante mesmo eram vários portões pequenos dentro da pousada com cadeados ou arames tapando a entrada para pequenos acessos, como se alguém quisesse esconder algo. A fachada do prédio impressiona, e ele dista apenas uns 20 metros do mar, com todos os quartos à partir do segundo andar dando vista para o oceano. O barulho do mar amplificado lá dentro é incrível! Uma atração à parte! Às vezes, eu fechava os olhos só pra ficar ouvindo aquele barulhão...




quinta-feira, 30 de abril de 2015

Sets de cinema abandonados

Postagem atualizada em 30/04/2015

Olá, galera, tudo bem?
Então... depois de um longo período sem postar eu gostaria de atualizar essa postagem pois andei vendo coisas novas a respeito do assunto. 
Os filmes vão sendo produzidos e eu percebo que não há um esquema para desmontar os sets de filmagens, ou deu tanto trabalho para construir que dá dó desmontá-los, ou ficam para a posteridade do abandonado, um prato cheio para os urbexers (chamarei assim, daqui para frente, os exploradores urbanos ). Sets muito complexos ou marcantes, construídos fora de estúdios, e até dentro deles, ficam à disposição da degradação do tempo e fornecem aos visitantes cenários ainda mais fantásticos que os anteriores.  

Ps.: Quero agradecer imensamente aos leitores do blog que, mesmo sem eu postar, continuam firmes e fortes lendo tudo, hehehe, de toda a parte do mundo. É muito gratificante para mim acompanhar as estatísticas do blog que o Google atualiza diariamente. 
DJ Braguinha!! meu leitor, desculpe-me, e resolvi voltar. Por favor mande novamente as imagens? Não esqueça de diminuí-las, hehehehe, e quer uma dica, faça um blog somente das suas explorações aí no seu local de atuação. Já tem muita gente fazendo isso, no Brasil, principalmente fotógrafos. Grande abraço. Vamos lá.

O Set de Popeye
Quero começar por este pois é o único que recebeu um uso depois de construído e hoje já não se encontra mais abandonado, mas esquecido, ou muito pouco frequentado, então já podemos falar dele por aqui.
O filme de Robert Altman foi filmado em 1980, e hoje ele é um belo parque aquático na não tão menos bela e histórica Ilha de Malta. Quem não gostaria de se jogar nessas águas com esse cenário pitoresco? 




TOP 10 - POSTAGENS MAIS POPULARES DO MÊS

Notícias

Loading...