segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Castelo, a vila e a igreja de Murat - França

A França, principalmente em seu Sul, está cheia de castelos medievais e antigos feudos. Numa simples ida ao Google Earth, já se encontra muita coisa navegando pelo Sul da França. Centenas de vilarejos medievais, todos com suas igrejas, castelos e casas ainda bem conservadas, pois a maioria ainda está em uso. Nota-se que a parte antiga conservada foi rodeada de construções de séculos subseqüentes e, assim, foram crescendo. Mas ainda são pequenas cidades e vilarejo.
O vilarejo de Murat é um desses lugares. Está situado a 30 km à Leste de Montluçon e a 45 à Sudoeste de Moulins (46º 24' 3.78" N 2º 54' 28.12" E, no Google Earth), na antiga provícia de Bourbonnais, atual Departamento de Allier. Do antigo vilarejo sobraram poucas casas, uma igreja (conservada) e um castelo em ruínas, tudo sendo engolido pela vegetação arbórea. O castelo está pousado sobre uma plataforma rochosa, com vista para o sinuoso rio Murat, e sua história começa no século I d.C., quando foi erguido juntamente com a igreja e uma casa do dirigente romano destinado ao comando da região. O castelo está sem uso a mais de 5 séculos e sua forma não é das mais comuns, pois se adaptou ao terreno do topo da colina. Ele sofreu modificações durante esses séculos todos: começou com um forte, depois construíram-se torres. Teve vários donos, passou por várias guerras até que, em meados de 1500 ele foi abandonado.













Mapa  do castelo e suas diversas torres.

Além de toda sua história, o castelo carrega uma lenda consigo, a “Lenda dos Amantes do Castelo de Murat” que reza que uma fada apaixonada por um humano belo e virtuoso não foi correspondida, pois seu amado amava uma princesa. A fada, então, tece um plano para separar os pombinhos e, num sonho, aparece para o moçoilo e diz que há, nas profundezas do castelo, um tesouro. Ao acordar o príncipe se desvia de seu encontro com a princesa e parte em busca do tesouro e, enquanto isso, a fada enchia a cabeça da princesa de caraminholas sobre o “falso amor” do rapaz (que sa-fada!). O mancebo ganancioso para dar uma vida de riqueza à sua amada, se adentra tão profundamente nos submundos do castelo que acaba chamando atenção de demônios que viviam no subsolo, os quais o arrastaram pelos pés para as profundezas, em brincadeiras mortais,  e o largaram quase morto perto do rio Murat. A princesa então, resolve ir atrás do seu amado desaparecido e, depois de procurar muito, o descobre, desfalecido às margens do Murat. Ela se deita ao lado dele e adormece, cansada da procura. Ao amanhecer, agricultores encontram os dois, mortos (pelo frio) e abraçados num gesto de amor eterno. Ainda dizem por lá que durante o verão, as paredes das ruínas do castelo se tornam vermelhas como sangue e, que durante o inverno, os fantasmas dos amantes se mostram para aqueles dispostos a enfrentar o frio na ruínas. 









































Link importante:


Link sobre a lenda:


Links de dois fotógrafos franceses que viajam pela França captando a arquitetura desses vilarejos e cidadelas. São eles: Marc Luczak e o Les Argonautes.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

TOP 10 - POSTAGENS MAIS POPULARES DO MÊS