quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Os Sete Magníficos de Londres



Durante a primeira metade do século XIX, impulsionada pelos avanços tecnológicos da era industrial, a população das grandes cidades dobrou. Para se ter uma idéia, Londres passou de 1 para 2,3 milhões de habitantes nesse momento. Absurdos como corpos sendo jogados dentro do sistema de esgoto recém inaugurado e covas com corpos ainda em decomposição sendo reabertas e utilizadas novamente, eram fatos comuns naquela época.
Os Sete Magníficos são sete cemitérios construídos em Londres, entre 1832 e 1841, para solucionar a superlotação de enterros nas paróquias, que eram realizados dentro das igrejas. Com a chegada do vírus do cólera na Europa, houve superlotação nos cemitérios dessas igrejas e a conseqüente contaminação dos lençóis d’água subterrâneos, além do aumento de epidemias
Aprovada pelo parlamento, uma lei de 1832 encorajou a construção de cemitérios privados e, em menos de uma década, foram criados os seguintes cemitérios (os quais receberam a denominação de “Os Sete Magníficos”, pelo historiador  Higler Meller em 1981, inspirado no filme homônimo de faroeste): Cemitério de Kensal Green (1932), Cemitério de West Norwood (1837), Cemitério de Highgate (1839), Cemitério de Abney Park (1840), Cemitério de Nunhead (1840), Cemitério de Bromptom ( 1840) e o Cemitério de Tower Hamlets (1841).



Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Sete_Magn%C3%ADficos,_Londres



Cemitério de Kensal Green 
Localizado entre as regiões administrativas de Kensigton and Chelsea e Hammersmith and Fulham, Kensal Green é o mais antigo dos sete cemitérios. Foi fundado primeiramente com o curioso nome de “Cemitério de Todas as Almas”, e tornou-se o primeiro cemitério com fins lucrativos no mundo.
Kensal Green só foi consagrado em 1933 e ainda está em funcionamento, apesar de ter, atualmente, mais cremações que enterros. Além disso, o primeiro cemitério, fora das igrejas de Londres serviu de modelo não só arquitetônico mas também administrativo para muito projetos de cemitérios privados britânicos daquela época.
O cemitério tem um lay-out completamente segregacionista, mas que foi muito bem aceito e difundido à época. Logo em sua entrada nota-se um caminho que se divide em dois: o da esquerda leva ao túmulos de “turcos, judeus, infiéis e hereges” e o da direita às sepulturas consagradas. Estão enterradas em Kensal Green mais de 250 mil pessoas em 65 mil sepulturas, incluindo mais de 500 membros na nobreza britânica e outras 550 pessoas famosas. Entre outras, podemos citar: Príncipe Augusto Frederico, Princesa Sofia, Duque de Cambridge, Freddie Mercury (cremado lá e suas cinzas lançadas às margens do Lago de Genebra) e Ingrid Bergman (também cremada lá e suas cinzas sepultadas na Suécia).



sábado, 21 de janeiro de 2012

A catedral de lava em Paricutin - México

A catedral de lava em Paricutin - México

Imagina você em sua casa e, de repente, ser surpreendido por tremores e barulhos vindo de fora, do mundo. Aí você sai de casa e percebe que todos estão também na rua, e pasmam para um nevoeiro estranho que cobre o céu. Então pedras negras granuladas e fuligens começam a cair do céu. De repente os sinos da Catedral começam a tocar desorientadamente, num ritmo que nunca se ouviu antes. O chão começa a saltar dos pés e você pensa: tá na hora de correr!, ainda mais por que uma onda de lava lenta começa a escorrer da montanha logo em frente ao seu povoado.Seus vizinhos te olham e pensam a mesma coisa, estamos fud... hehehehe, eu tô zoando por que não foi comigo. 
Isso aconteceu realmente, no estado de Michoacán, no México. E a lava vomitada engoliu os vilarejos de San Juan e San Salvador Parangaricutiro Paricutin, em 1943. Tudo que sobrou foi a torre da Catedral de Paricutin, aparecendo acima da lava petrificada.
Hoje a torre é um local turístico/religioso muito popular no local. Há também o que sobrou de uma capela traseira à catedral onde uma imagem do Senhor dos Milagres está sempre cercada de velas e flores.


Nas duas imagens do Google Earth em seguida, dá pra perceber a dimensão do alcance das lavas do vulcão.Sinistro!




quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Restaurante Infernal - Bélgica

Gente, os sites URBEX russos vão invadir o blog, há muitos mesmo, e muito bons, vale a pena traduzir pelos tradutores dos blogs e sites e se jogar. Tem muita coisa acontecendo e eu tô de cabeça neles. 
Estou pesquisando muitos sites e colocarei todos aqui pra gente viajar neles. E foi num deles que eu encontrei esse lugar, no mínimo, singular. Um restaurante cujo tema é o Inferno, isso mesmo, sinistro hein. Não é difícil saber o porquê dele estar abandonado. Vamos lá.

O Restaurante Infernal - Bélgica

Este restaurante de nome sugestivo, é também conhecido como a "Casa dos 1000 Espíritos" e fica na Bélgica. Seu carro chefe era o "jantar no inferno", porém não consegui o menu detalhado. Há boatos que lá eram realizados rituais satânicos (puro marketing ou verdade?). Em 2008 ele foi fechado, porque as pessoas deixaram de frequentá-lo. E agora os seus convidados são visitantes ocasionais, que têm a coragem de entrar nesse lugar. Você teria?





terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Esqueletos de hotéis na Península do Sinai

Esqueletos de hotéis na Península do Sinai

Em 2007 dois artistas/fotógrafos dinamarqueses Haubitz e Zoche viajaram pela penísula do Sinai e produziram um trabalho fantástico: fotografaram esqueletos de hotéis abandonados no deserto varrido pelo vento. tudo isso virou uma exposição que deixava claro que a civilização exuberante que vivia naquelas terras não existe mais. As cidades mais modernas do Emirados Árabes procuram prolongar sua existência através de seus últimos recursos petrolíferos e de construções faraônicas, mega estruturas na água e na terra, na esperança de atrair turistas e negócios para esse lugar árido. Bem, nem sempre dá certo. A prova disso são esses resorts abandonados. A areia um dia cobrirá tudo.

A exposição se chamou Skeletal hotels on the Sinai Peninsula
SEPTEMBER 22, 2009 · EGYPT, HOTELS / RESORTS, WORLD RUINS 


Admena, de 2003.





Al Salam, de 2005


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Caminho do Itupava - parte 3 - Casa abandonada


Cheguei na última parte da postagem do Caminho do Itupava. pretendo voltar lá e fazer um outro roteiro, pelo qual passamos pela ponte da represa e pela estação abandonada do Marumbi, e acampar por lá.
Quando saímos do caminho encontramos duas construções de madeira abandonadas, uma no pé da estrada, que devia ser um bar, e uma casa no alto.
As coisas estão ainda dentro das duas casas. A casa mesmo, está impressionante. quem desejar ver o que o tempo faz com uma casa não habitada, esse é um exemplo perfeito. Ficamos loucos nos detalhes de vida que ainda estavam por toda a casa. A caixa de ovos, a geladeira, a porta do quarto da menina ainda decorado, as coisas sobre as mesas, tudo solitariamente deixado, envelhecido e empoeirado pela ação do tempo.
Vamos às imagens, prometendo voltar no caminho.

A casa nos altos.


O bar, ou o que sobrou dele.



domingo, 15 de janeiro de 2012

O Caminho do Itupava - parte 2 - O Santuário de Nossa Senhora do Cadeado



O Santuário de Nossa senhora do Cadeado.

O segundo ponto de encontro entre o Caminho e a Ferrovia é num lugar que chama de Cadeado eternizado por Alfredo Andersen em sua pintura em 1940. Neste ponto foi construído o escritório da Comissão Construtora, bem abaixo da difícil Passagem do Cadeado, a qual possuía uma vista privilegiada do Pico do Marumbi. No tal refeitório passaram Princesa Isabel e Conde D'Eu em 1884 e os convidados ilustres da viagem inaugural da ferrovia em 2 de fevereiro de 1885. Neste ponto histórico foi erguido, posteriormente este santuário muito incomum: Um cadeado de quatro lados com chave e tudo. Em cima, uma Nossa senhora que, deu para notar, foi colocada recentemente.
Realmente a vista desse ponto é exuberante e o Santuário um lugar curioso. Foi construído no aniversário de 80 anos da ferrovia. Novamente o trem passou quando chegamos lá, porém esse era só de carga.
Os arredores são cheios de hortênsias e a escala dos arredores é gigantesca, me senti pequenininho.
Vamos ao lugar.






sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Caminho do Itupava - parte 1 - Casa Ipiranga

O caminho do Itupava - parte 1 - Casa Ipiranga

Estava mais do que na hora de fazer essa postagem. O caminho do Itupava é uma trilha de 22 km no meio da mata atlântica, subindo e descendo montanhas, que vai da região de Curitiba até a região dos municípios do litoral paranaense. Tá bom ou quer mais? Escuta! não terminou, ela é feita a pé! foi construída entre 1625 e 1650 e calçada por pedras pelos escravos. Durante uns 300 anos esse foi o único acesso entre essas duas regiões do paraná. É mole!! mas vem a melhor parte, eu fiz a trilha. Passei 9 horas numa viagem que começou às sete e meia da manhã e foi até 4 e meia da tarde. Foi o passeio mais radical e lindo que já fiz na vida.
Aconteceu nos primeiros dias de janeiro de 2012. Eu viajei de Brasília para passar o ano com minha família, mas fui também com o intuito de fazer a trilha. Convidei alguns queridos amigos, mas no fim só o bravo Ângelo topou encarar essa jornada, pois é isso que ela é. Foi muito difícil enfrentar as montanhas, porém o visual que curtimos foi impagável. Inúmeras cachoeiras, grutas, penhascos/mirantes, o trilho do trem e, que maravilha, lugares abandonados, esquecidos no tempo, como a casa de que falarei agora.

A Casa Ipiranga

A casa tem data de fundação de 1885, pouco depois da ferrovia que ligava Curitiba à Paranaguá ser inaugurada. É um símbolo da estrada de ferro.

Primeiramente a casa foi moradia do engenheiro chefe da linha e foi construída num antigo ponto de acampamento dos trabalhadores da ferrovia, bem no encontro da linha do trem com o Caminho do Itupava. Depois disto ela foi sede de encontros dos operários, uma espécie de clube de lazer.Uma curiosidade: nela também viveu, por um tempo, o pintor Alfredo Andersen, que pintou várias paisagens da serra enquanto esteve lá.
A Casa possuía sala de estar com lareira, sala de jantar, cozinha dois banheiros, três dormitórios, porão, sala de jogos toda de vidro ao lado de uma piscina de água corrente com fundos para as montanhas. Além de tudo isso, possuía também um riacho particular degraus abaixo, e uma estufa construída com trilhos, além da casa do do caseiro.
Em 1995 ela foi abandonada, por causa das infelizes privatizações das ferrovias brasileiras, e consequentemente vandalizada, roubada, pichada, e hoje ela está praticamente destruída. Planos de restauro para virar sede de ONG já foi especulado, mas... nada acontece. 

O lugar é simplesmente mágico. A trilha é maravilhosa e cansativa.

A casa nos áureos tempos antes das privatizações.


O caminho do Itupava.


Hoje ela é uma ruína no meio da mata. Ponto de fotos dos passageiros que passam pelo trem Curitiba-Paranaguá. Inclusive, quando chegamos na casa o trem passou, cheio de passageiros que gritavam muito por nos verem naquele lugar isolado. Não me fiz de rogado, subi nos muros da entrada e gritei também. Sucesso total!! pessoas se amontoando nas janelas dos vagões para tirar fotos daqueles dois malucos embrenhados na mata, naquela casa linda e em ruínas. Hahahaha, foi muito legal!



Já perto da casa, mas sem vê-la ainda, no meio da mata, a estrutura da estufa feita de trilhos anuncia a chegada.


 





























 










































Descendo as escadas que dão no riacho da casa...


... já dá pra ter uma prévia do riacho...


Então tá!! um riacho particular.





A estrada de ferro com suas hortênsias


Do outro lado a casa. Mais uns closes antes de seguir o caminho.




Hora de ir. Thau, casa linda! Ainda tem muito pelo caminho.

A postagem do Caminho do Itupava continua em mais duas partes. Até mais!


Fontes:




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