quinta-feira, 26 de abril de 2012

Igrejas e capelas esquecidas pelo Brasil



Postagem atualizada em 25 de outubro de 2012.

Recebi um material muito bom de uma leitora do blog, a Vanina Garisto Conte, uma exploradora apaixonada por igrejas. Ela me mandou material que fez de 2 igrejas abandonadas, ambas próximas à São José do Rio Preto - SP.
Ela me escreveu:
"O meu fascínio por igrejas e santos na infância. Passava longe de padres ou religiões. Buscava as igrejas invisíveis e santos que ninguém mais se importava. Tinha um quê de caça ao tesouro, escavações arqueológicas e brincadeira de fundo de quintal."

A primeira igreja, sem muitas informações, mas um portão aberto. Um convite à exploração.







quarta-feira, 18 de abril de 2012

Hotel das Paineiras - Rio de Janeiro



A história do Hotel das Paineiras começa quando Pedro II concede para dois engenheiros uma área para exploração e construção de uma estrada de ferro. Essa área, chamada de Paineiras, se localiza entre a Rua do Cosme Velho e o Alto do Corcovado. Dentre as concessões, constava a construção de um hotel restaurante. Dá-se então a inauguração do Hotel das Paineiras, juntamente com a da Estrada de Ferro do Corcovado, no dia 9 de outubro de 1884. O Imperador Pedro II e convidados foram recebidos com um luxuoso cofee da famosa confeitaria carioca Casa Paschoal. Coisa Fina.
O prédio original possuía 10 quartos no pavimento inferior e 11 no superior, dispostos nos lados de um corredor central. Apesar do pequeno lucro inicial, a partir de 1892 os hóspedes começaram a rarear. A primeira construção do hotel não existe mais, foi demolida no início dos anos 70 para, veja só, ampliação do estacionamento.
As concessões para exploração ferroviária no trecho foi passando de mão em mão, ao longo dos tempos, e com elas o Hotel. Também sofreu várias ampliações, reformas e manutenções até ser demolido em 1970. Por volta de 1927, ele tinha 36 apartamentos, sendo dez destes conjugados, subsolo ocupado com vestiários e depósitos, entre outras benfeitorias.
O requinte arquitetônico estava presente em cada detalhe, não só ornamental como também de projeto. A parte superior do hotel ficava ao nível da estrada das paineiras. uma mini estação/plataforma de ladrilho hidráulico e colunas e estrutura toda em ferro, característico da arquitetura eclética do início do século 20.
O Hotel das Paineiras teve seus dias de glória e contou com presenças ilustres em seus quartos: os presidentes Washington Luís, Getúlio Vargas e Café Filho; Sarah Bernhardt; ele também serviu de  concentração para a Seleção Brasileira de Futebol e para as equipes do Botafogo, Vasco e Fluminense nos áureos tempos.
De volta à União desde 1970, o Hotel das Paineiras passou a fazer parte do patrimônio do Ministério da Fazenda, por um período que durou até 1982, depois disso ele foi arrendado por um grupo hoteleiro, o qual realizava seminários, cursos, reuniões, congressos e outros eventos em suas dependências. Em 1984 o Hotel foi arrendado pela Associação Educacional Veiga de Almeida, que até realizou algumas ações emergênciais, mas ele permanece fechado até hoje.
Depois de abandonado por mais de 25 anos, em 2009 decidiram abrir uma nova concessão de uso do local. Para isso abriu-se licitação e teve até concurso para escolher o projeto. Agora, um consórcio de três empresas arrematou, no dia 29 de fevereiro de 2012, a licitação feita pelo ICMBio. O edital previu investimento de R$ 43 milhões pelos concessionários, que poderão explorar por 20 anos os serviços numa área de 20.469 m², que abrange o entorno do antigo hotel. A participação da empresa Cataratas do Iguaçu, que atua no Parque Nacional do Iguaçu, foi considerada a grande novidade. As outras duas integrantes do consórcio já operam no parque da Tijuca. São elas a Estrada de Ferro Corcovado, responsável pelo Trem do Corcovado, e a Bel Tour Turismo e Transporte, que opera o acesso ao Corcovado pela Estrada das Paineiras.

... mas por enquanto, ele ainda está assim:



terça-feira, 3 de abril de 2012

La Güera - A última cidade espanhola no Sahara


La Güera, La Aguera ou Lagouira (no francês) é uma cidade na costa atlântica do Sahara, perto da cidade da Mauritânia de Nouadhibou, onde há toda uma costa de navios abandonados. 
La Güera foi fundada em 1920, quando a Espanha estabeleceu uma base aérea perto da antiga colônia francesa de Port-Etiene (atual Nouadhibou). Em 1975 foi ocupada pela Mauritânia e incorporada à porção ocidental do Sahara.
A região entrou em guerra e em 1989 a cidade foi evacuada, e apesar de tentativas para urbanizar e construir estradas que passariam pela cidade abandonada, nada prosperou. As estradas foram engolidas pelas areias. 
No início de 2000 a cidade já se encontrava em parte coberta pelas areias, hoje há apenas um pequeno acampamento militar instalado nas ruínas.







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