quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Hospital Colônia Itapuã – o Lazareto - Rio Grande do Sul


Olá! Queria agradecer aos leitores que me passam dicas para postagens. Depois da dica, eu verifico o local, procuro por visitantes que estiveram por lá, tipo, fotos pessoais mesmo, um aqui, outro acolá e, voilà! o post sai. 
O Leonardo, um leitor de Porto Alegre me falou desse lugar, um antigo leprosário (lugar para onde eram "transferidos" portadores do Mal de Hansen - um lugar muito comum nas cidades do passado, porém situavam-se longe dela). 
Esses lugares eram um misto de hospital e sanatório. Além de portadores da doença havia também  pacientes com distúrbios psíquicos. 
O hospital foi fundado em 1940, numa região cercada por uma bela paisagem natural, lagoa, montanha... o ambiente perfeito para o "tratamento" dos leprosos bem longe da contato com o resto da população, pois acreditava-se que a hanseníase era transmitida num simples contato.
Ainda hoje, uma parte do complexo abriga 122 pacientes/moradores da colônia. 
O HCI, como era chamado era dividido em duas áreas: área limpa ou sadia (administração, usina hidráulica, padaria, residências dos médicos, funcionários, irmãs franciscanas e capelão; e a área suja ou doente (onde foram construídos 18 pavilhões, 16 casas geminadas, enfermaria, igreja católica, capela luterana, casa de diversões, cadeia (!), sapataria, carpintaria, ferraria e olaria.
O Rene Hass, um explorador/aventureiro que posta suas viagens no fórum http://www.skyscrapercity.com visitou o local e contou suas impressões na postagem:

Hospital Colônia Itapuã, o Lazareto - Rio Grande do Sul
" Foi a primeira vez que eu entrei no Hospital Colônia de Itapuã. Todo o complexo lembra uma pequena cidade. Suas vias são ruas e cada uma tem um nome. Há praças e três igrejas (uma além do projeto original). A evangélica está abandonada. As outras duas estavam fechadas, mas imagino que apenas uma delas ainda funcione para cultos. Muito dos prédios são em estilo art-deco. Há casas onde residem os pacientes e ex-pacientes. Há pelo menos um prédio lavanderia, um prédio padaria, uma escola e um prédio de festas.
O lugar, por abrigar poucas pessoas, parece uma cidade abandonada. Vêem-se poucas pessoas caminhando pelas ruas. Muitas das poucas que vimos eram idosas, aparentemente com problemas psíquicos, e estavam caminhando sozinhas. cheguei a comentar com a Renie que pareciam zumbis, com todo o respeito. Uma pena vê-los daquele jeito. Não me parecem mal tratadas, mas o sentimento de dó veio ao imaginar que aquelas pessoas estão ali, doentes mentais e caminhando sozinhas, sem nenhum parente ou amigos por perto, como se só estivessem ali esperando pelo fim da vida"

Esse é um relato triste de uma realidade que ainda existe em nosso país, pessoas esquecidas em ex-hospitais psiquiátricos.
O HCI ficou bem ativo até os anos 70, depois começou seu abandono. É um lugar melancólico, sem dúvida.



terça-feira, 18 de setembro de 2012

Os espelhos de som de Greatstone


Na era pré radar era possível se escutar aviões chegando quinze minutos antes de se ver as aeronaves, como uma espécie de radar que monitora os céus, só que através do som. Gigantes conchas acústicas de concreto que captavam ondas sonoras à distância, conectadas a  uma rede de microfones que incrivelmente terminava num estetoscópio Isso! daqueles de médico, no qual uma pessoa escutava e dava o alarme caso necessário. Isso foi uma estratégia de defesa britânica construídos entre 1928-30 nos lagos de Greatstone. 

Hoje, na era dos radares levados por aeronaves não tripuladas controladas a grandes distâncias e imagens de satélite, esse aparato só serve como uma linda interferência na paisagem, como gigantes esculturas.




O explorador das antigas ferrovias paulistas - Daniel Gentili - Parte 2


Fiz uma postagem sobre o Daniel Gentili em junho deste ano:
Ele percorreu durante décadas uma boa parte das ferrovias brasileiras (como usuário e explorador) e coletou um material vasto e muito importante para a memória de nosso país. Presenciou a fase áurea e a decadente das estações e ferrovias. Não conheço outro registro tão completo feito sobre a história e o estado atual do transporte ferroviário no Brasil. Uma imensa rede que hoje é subutilizada e quase não transporta mais passageiros, somente carga.
O Daniel me enviou imagens de mais estações que visitou e também de outras que nem existem mais. Mandou também imagens de outros amigos exploradores de estações abandonadas como Edvard Pereira, Juliano Yamakawa, Marcelo Szk, Nilson Thomé, Ralanari, Raul Lisboa e Zekinha. Parabéns à todos, devem ter sido passeios e explorações realmente maravilhosos.
Ele mandou também um vídeo montado com fotos antigas de seu tio, Luiz Simonetti,  o qual também era um amante e usuário das ferrovias que cobriam o sudeste, sul e centro-oeste. O vídeo é um registro da construção de um túnel da Ferrovia Sorocabana, em 1945, e é com ele que quero começar a postagem. Fantástico!


Algumas estações não resistiram ao abandono e ao crescimento urbano, simplesmente sumiram. Como é o caso da estação que havia em Belém, minha terra natal, a qual eu nem cheguei a ver, pois quando eu nasci, ela não mais existia. Era a estação do trem que fazia a linha Belém-Bragança:














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