sábado, 22 de dezembro de 2012

Hotel Nacional - o hotel esquecido de Oscar Niemeyer em São Conrado - Rio de Janeiro


No mês em que morre Oscar Niemeyer, o Lugares Esquecidos homenageia esse mestre da arquitetura e da engenharia com mais um de seus prédios que está abandonado. O primeiro a ser mostrado foi a capela abandonada, http://www.lugaresesquecidos.com.br/2011/03/capela-esquecida-de-niemeyer.html
Hoje quero mostrar o Hotel Nacional, em São Conrado (no mesmo bairro do Gávea Tourist Hotel!).




Construído entre 1968 e 1972, de autoria de Oscar Niemeyer, o hotel foi muito badalado na década de 70 . Uma localização privilegiada entre montanhas e mar e um projeto de partido de planta circular, onde toda janela tem sua visão de quase 180 graus para a paisagem, foram o grande chamativo do projeto. O arquiteto criou um prédio todo de vidro. Afinal, não se poderia perder um milímetro da paisagem natural em volta da imensa torre de 34 andares e 500 quartos.
Autoridades do cenário mundial da época, líderes de estado celebridades, grandes artistas internacionais, e gente rica, muito rica, frequentavam suas dependências. 
Fechado a mais de quinze anos, o hotel se arrastou pós recessão Colllor causado pela falência da cadeia de hotéis Horsa, do qual fazia parte. Sua dívida com o estado do Rio foi pra mais de 25 milhões. Nos seus últimos dias seu sistema de ar condicionado não funcionava direito (podia-se morrer de frio ou de calor dentro de um quarto a todo momento); canais de tv? nem pensar só os da tv aberta e mal; cortinas toalhas e estofados rasgados e puídos eram comum. Pura decadência.
Hoje ele foi vendido para uma empresa brasileira que pretende reformá-lo para já para a copa mundial de futebol do Brasil, mas obras por lá ainda não são vistas. Uma pena para o Rio, pro Niemeyer, pro patrimônio nacional, pro turismo... 

Tem uma galera radical do base jump que adora pular de paraquedas lá de cima. Pura adrenalina!



Capa de um LP promocional do hotel:

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Gávea Tourist Hotel - São Conrado - Rio de Janeiro



O Gávea Tourist Hotel foi projetado pelo arquiteto Décio da Silva Pacheco e seu programa de necessidades previa área de lazer, bosque, restaurante, transporte gratuito e até um teleférico, claro, além dos seus 22 mil metros quadrados de área, 30 mil destes de área construída mais seus 16 pavimentos com 480 apartamentos.
Seu lançamento foi em 1953 e se localizava em lugar privilegiado no Rio de Janeiro entre o mar de São Conrado e as montanhas. A empresa construtora vendeu rapidamente 11.520 mil cotas do empreendimento, com o marketing de que cada cota garantiria 15 dias de hospedagem de graça ao ano ao comprador.
A obra se arrastou por muito tempo, mais do que se prometia, mas a construção alavancou e o hotel chegou a ter elevadores suíços e recebeu até o habite-se parcial para seus últimos andares onde funcionavam um restaurante e uma boate, a Sky Terrace. Foi lá, em 1965, que se realizou um réveillon pra mais de mil pessoas. Porém, nada mais se fez pela construção do hotel.
A construtora, num golpe oportunista em 1972, transferiu a propriedade do imóvel para duas pessoas físicas e então se iniciou uma briga judicial. Em 1977  a empresa faliu.
Mas finalmente algo de novo aconteceu. Numa das maiores batalhas judiciais da história, o hotel e toda sua área foram vendidos por mais de 29 milhões em setembro de 2011.
Sob protestos dos milionários que residem nas redondezas, o hotel voltará a ser hotel e aumentará o número efetivo de hotéis na copa do mundo e olimpíadas no Rio de Janeiro, sem afetar o meio ambiente com uma nova construção. O esqueleto será reutilizado. 
Hoje o lugar é muito visitado por pessoas que se dirigem à Pedra da Gávea ou que vão fazer rapel no esqueleto ou simplesmente explorar a linda vista do topo do edifício. Um ponto turístico por natureza, porém, um lugar para onde convergem pessoas de forma somente transitória. Um antilugar.








sábado, 1 de dezembro de 2012

Uma nota de agradecimento aos leitores.

Hoje fiz a postagem número 100 do blog. Em dois anos de existência este é um valor insignificante perto do número de visitas do site - quase 250 mil. Geralmente, blogs chegam a esse número de visitas com muito mais postagens. Isso se deve ao sucesso do projeto Lugares Esquecidos, um precursor de sites sobre UrbEx - Urban Exploration - no Brasil, e esse sucesso se deve aos leitores. 
Quero agradecer imensamente ao meu leitores brasileiros, norte americanos e portugueses - os maiores visitadores do blog. 
Depois que coloquei em outubro um aplicativo que registra os países que frequentam o blog pude mostrar como ele cresceu. É o flag counter: http://s11.flagcounter.com/more/Psn5t3/, que me informa em tempo real os visitantes e mostram suas bandeiras num sistema de informações geográficas do tipo Google Earth/Maps.
Agradeço especialmente os meus leitores estrangeiros do outro lado do atlântico, sul americanos e asiáticos, muito obrigado por lerem o blog. Gostaria muito que vocês também deixassem comentários nas postagem. A gente dá um jeito de traduzir por aqui.
Um grande abraço.

Parque Gagra - Abcásia - Georgia


Olá! leitores. Lembram da postagem da estação de trem abandonada na Abcásia, Georgia?

Recentemente descobri que esta estação em Abcásia pertence a um complexo arquitetônico muito maior, o qual abrigava um imenso resort e a residência do príncipe de Oldenburg da Rússia, além da estação de trem, uma pequena vila e até um teleférico.
A região de Gagra sempre foi muito disputada, desde a antiguidade. Já pertenceu ao gregos, romanos, ao império bizantino, e somente no século IX se integrou ao reino da Georgia mas ainda pertenceu aos otomanos e aos turcos. Quando a Rússia venceu a guerra contra os turcos a cidade foi completamente reconstruída. Foi então que o príncipe de Oldenburg se interessou pela região e construiu o resort de luxo para a alta sociedade russa. O local logo se tornou um ponto turístico de referência e estava implantado na chamada "floresta dos trolls", uma região privilegiada pela natureza.
A riviera russa - como era chamada a praia onde ficava o resort - banhada pelo mar negro não teve o fim esperado. Com a dissolução da União Soviética a região passou por guerras muito violentas. Nos anos 90 sua população baixou consideravelmente por causa de uma guerra que tinha como objetivo uma "limpeza étnica"na região, quando foram expulsos ou mortos todos os georgianos.
Atualmente o local é visitado quase que somente por exploradores. As ruínas estão impregnadas da atmosfera do massacre que nunca será esquecido.

O resort numa imagem simbólica para os russos e georgianos que tiveram o privilégio de estar nesse lugar.

Imagens externas do complexo:





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