segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Casas abandonadas no interior da Bahia


Olá. Como eu falei na postagem anterior eu passei uns dias rodando de carro pelo interior da Bahia e de quebra Fui à Chapada Diamantina pela primeira vez. Voltei encantado. Há arquitetura histórica espalhada por todo canto. 
No interior, na "roça", como dizem, encontrei casas da época colonial e do ecletismo, as quais são muito frequentes pelas pequenas vilas e povoados nessa parte do estado, são as chamadas "casas da roça". Os protetores do patrimônio histórico brasileiro deveriam estar atentos para isso, pois são casas de valor histórico que estão se perdendo - de alvenaria de barro vermelho e laranja, com paredes de três a seis palmos, de arquitetura popular e incrivelmente frias e aconchegantes por dentro, apesar do calor intenso na região. Passa-se pelas vilas, na hora do intenso calor, e não se vê ninguém na rua, nem do lado de fora das casas, pois o melhor lugar na hora do calor é dentro dela. As pessoas que encontrei por lá são de uma simpatia sem exceção. Isso sim que é gente evoluída: tira seu alimento da terra, têm valores familiares e de moral fortíssimos, amam os animais, são amáveis e simpáticos, entre outros. Ainda não se envenenaram com os valores da cidade.
Vi muitas casas abandonadas, muitas mesmo. A seca na região expulsa seus moradores, ou então simplesmente se mudaram para uma casa mais nova no mesmo vilarejo. 
Em Várzeas d'Água, Sítio Novo e no Morro do Jacu encontrei três exemplos de casas abandonadas - da década de 30/40 - que gostaria de mostrar pra vocês. São bem interessantes e ilustram o que falei anteriormente sobre elas. Encontram-se espalhadas por todos os lugares do interior da Bahia. Arquitetura de barro dissolvida no tempo e pelo tempo. Ruínas populares de muito valor. Pelo menos para os exploradores urbanos (e rurais, hehehe). Divirtam-se!

Casa em Sítio Novo
Num outro vilarejo essa casa me chamou a atenção. Elá é grande por dentro e devia ser muito agradável estar dentro dela. Encontrei muitas janelas e portas que olhavam tanto para dentro quento para fora da casa. detalhe para a bancada vermelha de alvenaria que encontra-se em todas as casas, inclusive nas que ainda são habitadas - é uma bancada de apoio onde se coloca o pote de água para beber e outros objetos da casa.



































Casa em Várzeas d'Água
Essa ruína já está bem avançada. Mas era bem grande - como de costume na região. Nessa só nos resta olhar para os detalhes, já que o todo está reduzido a quase nada. O barro laranja de que lhes falei está presente. 















Casa no Morro do Jacu - Várzeas d'Água

À direita, o Morro do Jacu. Foi uma pequena subida. Uma trilha muito linda com direito à todo cenário da região. Cabeças de gado em esqueleto - não pela seca, mas por matarem os animais para a sobrevivência local, essa região não é tão castigada, apesar de estarem enfrentando atualmente uma seca das maiores já vista em tempos - pedras imensas, cristais pelo chão, comemos manga, riachos secos que antes eram fartos em água um açude seco, somente com uma pequena quantidade de água suja. Só os bois que tomam.
A casa é frequentada por muitos do vilarejo que vão até lá para catar mangas "coquinho", uma espécie muito saborosa. A cor do barro da alvenaria é bem avermelhada.

































2 comentários:

  1. Só em pensar que uma dia a casa que moramos, pode terminar assim, me da ate calafrios!

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  2. Adorei as informações a respeito do cemitério "bizantino", local que já visitei 3 vezes.

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