terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cemitérios da Igreja de São Sebastião - Igatu - Bahia


Olá, gente! continuando sobre as visitas feita na Bahia...
Durante a viagem à região da Chapada Diamantina fizemos uma parada de três dias na pequena vila de Igatu (cerca de 380 habitantes). Lá encontrei o Cemitério de São Sebastião - que na verdade são três um de cada lado da igreja e outro bem à sua frente - que tem esse nome devido pertencer à igreja de mesmo nome.
A palavra Igatu vem do Tupi e significa água boa - y/água katu/bom, e fica no município de Andaraí. Igatu teve seu auge no século XIX durante o ciclo da mineração de diamantes na região da Chapada Diamantina. Com a descoberta das minas de diamante na África no século XX e a saturação das minas da Chapada, a população de Igatu começou a diminuir mais e mais, e nos anos setenta chegou a ter pouco mais de 180 habitantes.
A Igreja de São Sebastião  foi restaurada recentemente pelo IPHAN e é um lindo exemplo de igreja daquela época. Nela há túmulos no estilo do Cemitério Santa Izabel em Mucugê - o Cemitério "Bizantino" http://www.lugaresesquecidos.com.br/2013/01/o-cemiterio-bizantino-na-chapada.html, só que no cemitério de Igatu eu encontrei um túmulo datado de 1800 - o de Mucugê foi fundado em 1855.
Fisicamente são três cemitérios: um de cada lado da igreja e um na frente dela que chega até onde começa a queda do terreno até embaixo no vale.

O primeiro cemitério é logo à direita no caminho que leva às Ruínas de Igatu - próxima e última postagem da viagem à Bahia.
Como o de Mucugê, ele sobe um pouco as encostas de pedra formando ruelas entre os túmulos. Logo na entrada nota-se alguns túmulos no chão e outros muito curiosos - um com grandes letras R em seu topo, túmulos menores e maiores e até um cristo redentor bem recente. Todos os ornamentos arquitetônicos - arcos, volutas e pináculos - presentes no cemitério Santa Izabel em Mucugê estão presentes neste também. Foi aqui que encontrei o túmulo de 1800.





segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Casas abandonadas no interior da Bahia


Olá. Como eu falei na postagem anterior eu passei uns dias rodando de carro pelo interior da Bahia e de quebra Fui à Chapada Diamantina pela primeira vez. Voltei encantado. Há arquitetura histórica espalhada por todo canto. 
No interior, na "roça", como dizem, encontrei casas da época colonial e do ecletismo, as quais são muito frequentes pelas pequenas vilas e povoados nessa parte do estado, são as chamadas "casas da roça". Os protetores do patrimônio histórico brasileiro deveriam estar atentos para isso, pois são casas de valor histórico que estão se perdendo - de alvenaria de barro vermelho e laranja, com paredes de três a seis palmos, de arquitetura popular e incrivelmente frias e aconchegantes por dentro, apesar do calor intenso na região. Passa-se pelas vilas, na hora do intenso calor, e não se vê ninguém na rua, nem do lado de fora das casas, pois o melhor lugar na hora do calor é dentro dela. As pessoas que encontrei por lá são de uma simpatia sem exceção. Isso sim que é gente evoluída: tira seu alimento da terra, têm valores familiares e de moral fortíssimos, amam os animais, são amáveis e simpáticos, entre outros. Ainda não se envenenaram com os valores da cidade.
Vi muitas casas abandonadas, muitas mesmo. A seca na região expulsa seus moradores, ou então simplesmente se mudaram para uma casa mais nova no mesmo vilarejo. 
Em Várzeas d'Água, Sítio Novo e no Morro do Jacu encontrei três exemplos de casas abandonadas - da década de 30/40 - que gostaria de mostrar pra vocês. São bem interessantes e ilustram o que falei anteriormente sobre elas. Encontram-se espalhadas por todos os lugares do interior da Bahia. Arquitetura de barro dissolvida no tempo e pelo tempo. Ruínas populares de muito valor. Pelo menos para os exploradores urbanos (e rurais, hehehe). Divirtam-se!

Casa em Sítio Novo
Num outro vilarejo essa casa me chamou a atenção. Elá é grande por dentro e devia ser muito agradável estar dentro dela. Encontrei muitas janelas e portas que olhavam tanto para dentro quento para fora da casa. detalhe para a bancada vermelha de alvenaria que encontra-se em todas as casas, inclusive nas que ainda são habitadas - é uma bancada de apoio onde se coloca o pote de água para beber e outros objetos da casa.








domingo, 20 de janeiro de 2013

O cemitério "bizantino" na Chapada Diamantina - Mucugê - Bahia


Olá gente! leitores queridos do Lugares Esquecidos. Eu dei uma sumida estratégica de férias e me mandei com dois amigos pra Chapada Diamantina, uma região montanhosa no estado da Bahia, que já foi no passado um grande pólo de mineração de diamante. Por lá fiz algumas explorações em lugares fantásticos que agora começo a mostrar pra vocês. Foi lá que encontrei este cemitério.
Chamado erroneamente de "bizantino", o cemitério de Santa Izabel em Mucugê, cidade fundada oficialmente em 1847, salta aos olhos de quem passa por essa região da Chapada Diamantina. Se localiza na beira da estrada que passa em frente à cidade.
Quando chegamos a Mucugê logo percebemos esse lugar fantástico encravado no pé da serra, paramos e entramos na hora no Cemitério de Santa Izabel. Ele foi erguido em função de uma forte epidemia de cólera que assolava a Bahia. O local da construção foi escolhido devido a sua localização elevada, protegendo assim os mananciais e lençóis d'água da região. 
Alinhados horizontalmente formando ruelas que sobem a encosta da Serra do Sincorá, os túmulos são feitos de tijolos alvenaria, rebocados e caiados de branco. Suas formas arquitetônicas nada remetem à época bizantina (que vai de 667 a 1453 D.C.). São túmulos que imitam fachadas de igrejas, adornados de pináculos (elementos em forma de pinos), volutas e arcos.
Quando entrei nesse lugar refleti como o Brasil é diverso e rico. Passamos cerca de uma hora andando pelas sepulturas, lendo os epitáfios e fotografando tudo.Agora mostro pra vocês, espero que gostem.





quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

As torres abandonadas em Bangkok

Primeiramente um feliz ano novo para todos! E obrigado pelas inúmeras leituras do mundo inteiro de pessoas que acompanham o blog Lugares Esquecidos.


Há um pouco mais de quinze anos atrás, a crise que afetava a Tailândia já deixava suas marcas que ficariam até hoje. Pelos tailandeses elas são chamadas de torres fantasmas e foram mega investimentos que não suportaram a crise e simplesmente foram deixados para trás. Torres de 30, 50 andares de escritórios e residências completamente abandonadas. Apenas exploradores urbanos as visitam. 
Muitas torres e prédios de grande proporções residenciais e comerciais, não têm a vida útil muito longa. Mesmo havendo manutenção regular e preventiva as infraestruturas se tronam saturadas, tanto internamente quanto externamente, no sítio em que se localizam. 
Em centros urbanos de cidades brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e muitas outras, prédios do início do século 20 e até mais antigos sobrevivem sobre condições precárias, com suas instalações antigas  e que já não suporta a demanda - muitos ainda com instalação de gás. Isso sem citar, mas já citando, os problemas estruturais causados pelo tempo e uso do imóvel. Alguns já desabam facilmente.

Torre I.C.E
Está localizado no distrito de Huai Khwang de Bangkok. É um prédio comercial de 36 andares que nunca foi terminado em seu interior. Hoje pedaços do revestimento e vidros das janelas caem nas ruas numa deterioração lenta mas contínua.





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