domingo, 18 de agosto de 2013

Hotéis abandonados em Okinawa




Postagem atualizada em 22 de agosto de 2013.

Oi, gente!
Achei mais um hotel fantasma em Okinawa é o La Rainbow Hotel & Tower - também conhecido como o Graffiti Hotel funcionou de 1988 até meados dos anos 90, e é um dos lugares abandonados mais populares no oeste do Japão, muito provavelmente pelos inúmeros grafites existentes lá e pela arquitetura incomum de sua torre de observação que tem uma plataforma móvel.
O La Rainbow era assim dividido:
1º andar - entrada do hotel, saída da torre de observação, máquinas de bilhetes, banheiros; 2º andar - entrada para a torre de observação, recepção do hotel, salões de festas, cozinha; 3º andar - quartos 301 à 327; 4º andar - quartos 401 à 437; 5º andar - entrada superior do prédio através de uma ponte, cozinha, restaurante familiar "La Rainbow"; 6º andar - bar e terraço.
Os quartos do la Rainbow foram projetados e decorados individualmente - uma coisa comum em motéis, mas não em hotéis turísticos convencionais - e tinham janelas gigantescas com uma vista maravilhosa da baía de Seto e da Grande Ponte Seto.
O hotel é conhecido como "o hotel do grafite", pois, além de estarem por toda parte, as obras dos grafiteiros são verdadeiras peças de arte.
A torre é de 150 metros de altura  e possui a mais alta plataforma de observação - a mais alta no mundo quando foi construído - a qual se movimentava na vertical e em torno de um eixo central da cabine de 23 metros de diâmetros - comportava 150 pessoas por vez.
Ignorando o fato que a região já era cheia de hotéis por causa da proximidade a um grande parque de diversões a torre/hotel foi construída. Como a empresa construtora era muito rica, não tardou a abandonar o hotel quando seus lucros não eram mais rentáveis. 
As histórias de abandono são variadas e cada caso é um caso. Não há regra nem padrões de ações ou comportamentos que levam um prédio a ser abandonado.





terça-feira, 13 de agosto de 2013

Barcas abandonadas na Ilha do Governador - Rio de Janeiro


Oi, gente!
Gostaria de dizer primeiramente que essas barcas já não existem mais. Elas tiveram intenso uso fazendo a travessia Centro (Praça XV) - Ilha do Governador. Depois de seu abandono ficavam na Ribeira, em seguida passaram-nas para a Praça do Cocotá e recentemente foram desmontadas. Quando estive no local senti uma vontade enorme de ir até elas, lógico. Mas foi impossível.
Essas barcas estão na memória dos cariocas e com certeza causarão boas memórias às pessoas que usaram desse transporte antigo e tão charmoso.




Um esclarecimento sobre UrbEx



Olá, gente!
Recentemente um repórter me perguntou o que era UrbEx? se era um hobby ou se poderia ser considerado como um esporte? entre outras dúvidas sobre o assunto. Então achei legal e importante esclarecer o que significa isso. Por quais motivos as pessoas visitam/exploram lugares abandonados dentro e até fora da cidade? mesmo sabendo que são sujos, perigosos e muitas vezes de entrada proibida? 
Espero esclarecer todos meus leitores que simplesmente admiram tudo isso, sem saber mais profundamente suas teorias, só por também se atrairem pela beleza e paz que há nesses lugares.

O que é UrbEx?

sábado, 10 de agosto de 2013

Best Shopping - São Bernardo do Campo - SP


Este shopping já teve muito movimento. Em 1994 chegava a receber cerca de 2,4 mil pessoas por semana e 5 mil nos fins de semana. No fim dos anos noventa ele começou a perder público, muito provavelmente pela modernização dos shopping centers em São Paulo, e logo os lojistas também começaram a abandoná-lo. Apesar de ter recebido verbas para melhorias, faliu em 1997 e começaram as disputas judiciais pela propriedade do local. O prédio ocupa um quarteirão inteiro numa das avenidas mais movimentadas de São Bernardo do Campo, na Grande ABC. 
Depois de interditado e abandonado, o shopping center cumpriu sua vida exemplarmente, como todo prédio abandonado na cidade: foi moradia de sem tetos urbanos, lar para as obras de arte de grafitagem, foi vandalizado, explorado por skatistas, curiosos, fotógrafos, criminosos, usuários de drogas, artistas, e por aí vai. O importante é viver esses lugares, exorcizar esses espíritos que moram na mesma cidade que nós, dando vida a eles. Utilizar todo o espaço de uma cidade, inclusive o abandonado, é a maior das utopias vividas por seus habitantes. Vejam a ironia e a democracia do espaço urbano abandonado: enquanto ele funciona é somente frequentado por pessoas afins, mas depois de abandonado o espaço é aberto a todos,  de uma forma 100% democrática e clandestina.





quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Fordlândia - O sonho abandonado de Henry Ford



Fordlândia
Essa é uma das cidades abandonadas mais bonitas que conheço. Fica no estado em que nasci, no Pará, um gigante amazônico. 
Sua história é fantástica gira em torno do grande Henry Ford, o fabricante dos carros americanos mais populares da época -1908 - o Ford Model T. Ele praticamente criou o estilo "carro popular", porém, sua produção era ditada pela Inglaterra que dominava a produção de borracha, material básico na produção de seus automóveis.
A necessidade de escapar do monopólio inglês fez Henry Ford alimentar um sonho que se tornaria, em sua vida, um pesadelo. 
Em 1923 ele veio pessoalmente e negociou com o governo do Pará uma concessão de uma área de 1 milhão de hectares às margens do Rio Tapajós e desse um milhão Ford literalmente queimou 1% para poder construir seu sonho: uma cidade que abastecesse com matéria prima (borracha) suas produções de pneus em Detroit, longe do monopólio inglês e no lugar mais propício para a produção da matéria base. A região ficou conhecida depois que os britânicos levaram de lá mudas da árvore da borracha e plantaram em suas colônias, dominando assim a produção e o comércio de pneus. 
Depois do terreno todo nivelado, as casa foram literalmente colocadas em seus lugares por guindastes. A cidade inteira foi transportada por navios dos EUA até o Pará.
A proposta da cidade Ford era muito mais que um mero acampamento para seus operários. Quando se soube da notícia da empresa se estabelecera na região e estaria contratando pessoas para compor seu quadro de empregados, apareceram pessoas de todos os cantos do país. Caboclos da região amazônica, nordestinos e brasileiros de outras regiões experimentaram um estilo bem diferente do que estavam acostumados. Fordlândia oferecia casas para todos os funcionários, dos tiradores de borracha aos profissionais americanos que vieram e criaram suas famílias nesse lugar. Mas nem tudo eram flores. Como eu disse, os planos de Ford iam muito além de um simples alojamento. Ele impôs a cultura americana - comida, hábitos, música e pensamento - aos seus empregados, e esse foi seu grande erro. Imagina só o caboclo amazônico, que produzia e tirava toda sua dieta alimentar da natureza, ter que, por obrigação, comer comida enlatada americana, vestir uniforme, frequentar bailes de dança ao ritmo de jazz, ir à missa evangélica, trabalhar de carteira assinada, ter horários rígidos e fixos - para almoço, jantar, café da manhã, para dormir, acordar - tudo isso na metade da década de 20. Pra ter uma ideia melhor, as idéias sobre confinamento e trabalho que Henry tinha serviram de inspiração aos campos de concentração de Hitler.
Foi um choque cultural enorme, e logo começaram a aparecer os conflitos entre os trabalhadores e os diretores. Algumas revoltas aconteceram, muitos trabalhadores foram embora e como se não bastasse tudo isso ainda teve a peste que assolou as plantações de seringueira de Ford. 
O que Henry não sabia, mas que era de notório conhecimento de toda aquela população que havia lá, era que a seringueira não pode ser plantada em regime de monocultura, pois sem a proteção da floresta, seu habitat natural, ela fica totalmente vulnerável à sua pior praga. Resultado: as árvores morreram aos milhares e Ford abandonou Fordlândia. Abandonou a cidade e foi para a outra margem, construiu Belterra e plantou mais seringueiras.
Como já se sabia, a monocultura de seringueira não deu certo novamente e pouco a pouco todos os americanos voltaram ao seu país. Frodlândia e Belterra foram entregues ao governo brasileiro com tudo o que tinha. Em seguida houve o saque de tudo de valor que os americanos deixaram, feito pelos próprios governantes e pela população. Urubus em cima da carniça.
Hoje, Fordlândia ainda é habitada, mas está quase toda abandonada. Alguns prédios são mantidos por Belterra, que se desenvolveu bem mais. A igreja, a escola e uma ou outra casa.
Fordlândia atrai visitantes o tempo todo e, um dia, eu irei lá. Ver o sonho e a cidade que henry Ford deixou na Amazônia. Deixou e, ironicamente, nunca foi ver. Pasmem! Ford nunca foi à Fordlândia depois de construída.

Algumas imagens antigas de Fordlândia do fim da década de 20.





quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Grafite urbex na Represa Biliings, São Bernardo do Campo - SP


Olá, gente!
Mais um explorador entra em contato com a gente, interessado em mostrar suas aventuras e , claro, estamos sempre aberto pra isso. O amigo explorador é de São Bernardo do Campo - ao final passo o link da página do álbum no Face - e também possui um trabalho muito interessante em corte a laser. Vale a pena conferir, aos interessados.
O lugar que ele nos mostra era um antigo cassino da época áurea brasileira da década de 1950 - onde somente poderosos da região vinham festejar e gastar seus milhões. Lá existem dezenas de passagens secretas  e uma delas era usada quando do mirante se avistava as viaturas da polícia chegando pela Via Anchieta e então os jogadores fugiam com bastante antecedência por um caminho de mármore pelo mato até a entrada de um túnel que acessa uma espécie de um "castelinho" - ainda povoado - onde esperavam os cúmplices do esquema.
 Essa dica muito valiosa me levou a este lugar e ao repositório de obras em grafitagem que este lugar é. O abandonado dentro do urbano sempre cede grandes plataformas que abrigam obras dos grafiteiros. Aliás o grafiteiro é um explorador urbano por natureza - pois procura sempre o melhor lugar dentro da cidade, literalmente explorando-as - e lugres abandonados oferecem paredes silenciosas e prontas  para esperarem sua nova cara colorida e viva: a arte. Essa apropriação do espaço urbano eu acho muito válida, pois não depreda. Porém ela é somente válida se não altera o patrimônio. Ruínas como essas que mostrarei nada significam e não têm mais valor dentro da cidade.
"A represa Billings é um dos maiores e mais importantes reservatórios de água da Região Metropolitana de São Paulo. A oeste, faz limite com a bacia hidrográfica da Guarapiranga e, ao sul, com a serra do Mar. Seus principais rios e córregos formadores são o rio Grande ou Jurubatuba, Ribeirão Pires, rio Pequeno, rio Pedra Branca, rio Taquacetuba, ribeirão Bororé, ribeirão Cocaia, ribeirão Guacuri, córrego Grota Funda e córrego Alvarenga".
Vamos lá!

A represa Billings:

O local:






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