quinta-feira, 29 de maio de 2014

Lago Urmia - Azerbaijão do Sul - Irã


Olá, gente boa!
Condenado à morte pelo homem, o Lago Urmia pede socorro. Um pedido quase mudo, inaudível para os surdos que podem fazer realmente algo pela sua sobrevivência. Muito triste é a situação desse lugar.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Atafona, a praia do apocalipse - Rio de Janeiro


Olá, gente boa!
Todos sabemos que o clima está completamente maluco e que as previsões de anos atrás sobre aquecimento dos mares e a invasão das águas em cidades litorâneas já estão se cumprindo. vejam esse exemplo que acontece aqui no Brasil. No estado do Rio de Janeiro.

sábado, 24 de maio de 2014

Os anti lugares de Brasilia e o abandono sem fronteiras.


Olá, gente boa!
Estamos com quase cinco anos de blog e ainda neste ano completaremos um milhão de acessos. Isso é muito bom e fico grato aos leitores que me seguem e sempre estão passando por aqui. É um trabalho que desenvolvo com muito afeto e o nome que criei - Lugares Esquecidos - já é bem comentado por aí. Graças a vocês.
Quero então mostrar numa só postagem os lugares abandonados que visitei aqui na capital do país, que pesar de ser uma cidade relativamente nova - 54 anos - em seu processo de amadurecimento e estabelecimento como capital do Brasil, já possui seus lugares abandonado, como toda cidade. Nisso Brasília se compara a qualquer outra cidade brasileira e mundial - a geração de anti lugares ou não lugares.
"O não-lugar é diametralmente oposto ao lar, à residência, ao espaço personalizado. É representado pelos espaços públicos de rápida circulação - como aeroportos, estações de metrô e pelas grandes cadeias de hotéis e supermercados..." (Marc Augé). Nesse contexto também se insere o local abandonado na cidade, pois, depois de esquecido, torna-se forçadamente um espaço público de rápida permanência por vários personagens que já conhecemos muito bem: os sem tetos, viciados, pessoas mal intencionadas, pessoas que vão para se reunir sem intenção do mal, fotógrafos, exploradores urbanos, vândalos, curiosos, casais e por aí vai.

As Ruínas da UNB
Vamos começar pelo primeiro lugar que visitei e que foi também a  primeira postagem do blog. 
Construído durante o período militar militar pela Escola Superior de Guerra (ESG), instituição responsável pelo planejamento estratégico da defesa e da segurança do Brasil. O prédio abrigaria a sede da escola, hoje localizada no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. No governo de Emílio Garrastazu Médici, foi aprovada a transferência da escola e a obra iniciou-se no ano seguinte com um projeto de Sérgio Bernardes, arquiteto que responsável pelo mastro da bandeira, na Praça dos Três Poderes, e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília.
O prédio de Bernardes seria de três pavimentos, 140 metros de extensão e 20 metros de largura nas extremidades de um triângulo chanfrado nas pontas. Teria 5 auditórios e muitas salas de uso administrativo e pedagógico. A construção, instalada na beira do Paranoá, ficaria, em parte, dentro da água - uma inovação para a época. O prédio comporia um plano urbano-paisagístico acrescentados de bosques e gramados, segundo o autor do projeto. O projeto, porém, nunca seria concluído. Como o arquiteto propusera uma aproximação com estudantes e com a universidade numa abordagem conceitual diferente para o projeto da escola, da noite para o dia, todos os projetos de Bernardes foram cancelados, e sem o dinheiro previsto, o arquiteto se viu imerso em dívidas, declarando falência de seu escritório nesse mesmo período. Os ditadores militares não toleraram as ideias "comunistas" do arquiteto.
O imóvel hoje tomado, em parte, pelas águas do lago, faz parte do programa Brasília Cidade Parque, administrado pela Secretaria do Meio Ambiente e pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), mas ainda não há previsão de obras na área.




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